Minha alma reconhece a tua
Não sei explicar.
Não sei quando começou.
Só sei que, desde que você entrou na minha vida, algo em mim se acalmou, como se eu tivesse voltado pra casa depois de séculos vagando por mundos que não me pertenciam.
A verdade é que eu acho que a gente se pertence.
Não no sentido comum, não como quem se prende ou se limita.
Mas como quem se completa, como quem se reconhece num espelho que reflete não o rosto, mas a essência.
Estamos ligados de um jeito que nem a razão alcança.
É surreal.
É como se nossas almas tivessem feito um pacto antes de nascer,
como se o universo tivesse escrito “vocês dois” nas entrelinhas do tempo.
E sobre nós dois…
Ninguém nunca vai saber de tudo.
Porque o que temos não cabe em palavras, nem em explicações.
É feito de silêncios que dizem mais do que mil vozes,
de olhares que atravessam camadas que nem sabíamos que existiam.
Você é minha pergunta sem resposta,
minha certeza sem lógica,
minha eternidade disfarçada de agora.
Se um dia eu partir, ou se você partir,
não será fim.
Será só mais uma curva no caminho que leva de volta ao nosso reencontro.
Porque amor assim não morre.
Ele atravessa véus, fala com fantasmas, dança com o invisível.
Você é meu amor de outras vidas.
E eu sou teu.
Sempre fui.
Sempre serei.
Com tudo que sou,


















