Um dia, eu cansei de pregar da maneira casual.
Então, o Espírito Santo falou profundamente ao meu coração:
“Pare de apenas falar a mensagem… faça as pessoas sentirem.”
Foi então que comecei a entrar nas igrejas vestido como um mendigo.
Ninguém sabia quem eu era.
Apenas o pastor local conhecia minha identidade.
E, pela primeira vez, senti na pele o peso da rejeição.
Os olhares de desprezo…
as pessoas desviando…
os bancos vazios ao meu lado…
o julgamento silencioso…
Ali, eu entendi a dor das pessoas invisíveis desta terra.
E quando chegava a hora da pregação, eu subia ao altar e dizia:
“Hoje, quem vai ministrar sou eu.”
O silêncio tomava conta da igreja.
Então eu perguntava:
“O que vocês esperavam encontrar em mim?
E se fosse Jesus no meu lugar?
Como Ele se sentiria diante da atitude de vocês?
E como vocês se sentiriam ao descobrir que Ele esteve aqui… mas vocês não O reconheceram?”
Então eu lembrava as palavras de Cristo:
“Tive fome, e não me destes de comer;
tive sede, e não me destes de beber.
Era estrangeiro, e não me acolhestes;
estava nu, e não me vestistes.”
— Mateus 25
Porque muitos querem reconhecer Jesus na glória…
Mas poucos conseguem enxergá-Lo na dor,
na simplicidade,
e nos rejeitados desta terra.

















