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A FAMÍLIA CRISTÃ

 

A FAMÍLIA ESTABELECIDA POR DEUS

 

 

A família é a instituição mais importante na sociedade, onde estão firmados os alicerces para que o indivíduo venha estar apto para conviver com esta mesma sociedade, e encontre suporte para a sua subsistência.

Por ser tão importante a família, Deus a estabeleceu desde o princípio da criação, criando homem e mulher para viver juntos e formarem um lar:

 

“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. Da terra formou, pois, o Senhor Deus todos os animais o campo e todas as aves do céu, e os trouxe ao homem, para ver como lhes chamaria; e tudo o que o homem chamou a todo ser vivente, isso foi o seu nome. Assim o homem deu nomes a todos os animais domésticos, às aves do céu e a todos os animais do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas, e fechou a carne em seu lugar; e da costela que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem. Então disse o homem: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; ela será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada. Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”. (Gn. 2:18-24).

 

“Conheceu Adão a Eva, sua mulher; ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varão. Tornou a dar à luz a um filho – a seu irmão Abel. Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra”. (Gn. 4:1,2).

 

Vemos nos textos acima, o primeiro casamento realizado, onde Adão acasalou com Eva, e tiveram dois filhos. Começava aí o plano de Deus para a expansão da raça humana. A família estava formada, constituída por pai, mãe e filhos.

É interessante observar, que se Deus criou o homem e a mulher e lhes deu a missão de procriar e viverem em família, Satanás quis agir exatamente contrário a Deus em relação ao homem: desejou desde o princípio acabar com a família:

 

“Falou Caim com o seu irmão Abel. E, estando eles no campo, Caim se levantou contra o seu irmão Abel, e o matou”. (Gn. 4:8).

 

“E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue de teu irmão está clamando a mim desde a terra. Agora maldito és tu desde a terra, que abriu a sua boca para da tua mão receber o sangue de teu irmão. Quando lavrares a terra, não te dará mais a sua força; fugitivo e vagabundo serás na terra. Então disse Caim ao Senhor: É maior a minha punição do que a que eu possa suportar. Eis que hoje me lanças da face da terra; também da tua presença ficarei escondido; serei fugitivo e vagabundo na terra; e qualquer que me encontrar matar-me-á. O Senhor, porém, lhe disse: Portanto quem matar a Caim, sete vezes sobre ele cairá a vingança. E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse. Então saiu Caim da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden”. (Gn. 4:10-16).

 

Podemos ver que houve uma separação da família pelo ato demoníaco de Caim, influenciado por Satanás. Antes eram os quatros: pai, mãe e os dois filhos, agora, sobrara somente o casal, pois um filho deixou de existir, outro, estava se ausentando para sempre do seu lar.

Os tempos mudaram, mas o inimigo não mudou o seu pensamento quanto ao destruir a família. Para isso, tem usado de estratégias terríveis ao longo do tempo, causando destruições e sofrimentos nos lares.

 

 

O LAR CRISTÃO

 

Evidentemente o lar cristão deve ser totalmente diferente do lar das pessoas que não conhecem a Jesus, cujas vidas estão sujeitas às paixões mundanas, e onde o inimigo tem alcançado êxito em seus ataques.

Por incrível que pareça, parece que o povo de Deus ainda não se apercebeu disso, e tem sofrido as conseqüências pela falta de conhecimento e desobediência à palavra do Senhor. Mas Deus quer que as famílias estejam se alicerçando no seu poder, para enfrentarem o inimigo e obtenham assim, a plena vitória. O lar cristão deve ser diferente dos lares das pessoas leigas, onde deve predominar o amor, o respeito, o crescimento mútuo, a paz, a educação e a alegria maravilhosa do Espírito Santo.

Vamos abordar neste estudo da Família Cristã, a problemática que está envolto o casamento, os casais e filhos, bem com, o que se deve fazer para que o inimigo não alcance vitória no seu intuito principal, que é a destruição da família.

 

 

O ESPOSO CRISTÃO:

 

Vamos iniciar os estudos falando primeiramente sobre o esposo, pois este é considerado e estabelecido por Deus como o cabeça da família. Efetivamente, toda a responsabilidade por manter a família bem alicerçada, segura e protegida, é do esposo, o cabeça do lar, tendo como ajuda, à sua esposa, a qual o auxilia em tudo, pois ambos são um só, casal uno estabelecido por Deus.

Muitos lares tem desabado por ter esta ordem prioritária modificada, onde a mulher tornou-se a cabeça do lar, e o esposo assumiu o papel secundário de “auxiliador”:

 

“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea”. (Gn. 2:18).

 

Vemos então que a mulher foi criada com a missão de auxiliar o homem, seja nos afazeres, na criação dos filhos, nos trabalhos externos, sem contudo, ter de assumir toda a responsabilidade do lar sozinha. Quando isto acontece, geralmente vai-se embora o respeito, a autoridade do esposo no lar, serão inúmeros os problemas advindo da situação que sempre foi contrária à vontade de Deus.

Vamos analisar quais são as atribuições do esposo no lar, e como pode manter sua família em constante união, onde o respeito e a conduta são constantemente preservadas:

 

 

 

ESPOSO COMO PROVEDOR:

 

“Ora uma dentre as mulheres dos filhos dos profetas clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao Senhor. Agora acaba de chegar o credor para levar-me os meus dois filhos para serem escravos. Perguntou-lhe Eliseu: Que te hei de fazer? Dize-me o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite”. (II Reis 4:1,2). Parece que neste caso, o esposo não havia se preocupado com a sua família, no que concerne à sua provisão, assim veio a morte, e a necessidade bateu à porta da desesperada viúva.

Ao homem cabe ser o provedor do lar, onde deve sempre zelar para que a necessidade da família esteja sendo atendida. Não importa o tipo de trabalho que vá exercer, o importante é que o seu lar esteja sendo provido, evidentemente que o trabalho à parte da esposa e dos filhos, deve ser encarado como uma “ajuda”. Muitas vezes tem acontecido do esposo se acomodar, e passar a prioridade do sustento do lar à esposa, isso não pode acontecer, pois ela é a sua auxiliar, e foi a ele que Deus constituiu cabeça, provedor: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. (Ef. 5:23).

A provisão do lar deve ser em todos os sentidos, desde o alimento, à aquisição de roupas, medicamentos, educação, e as demais coisas peculiares à família. O financeiro do lar (assunto que abordaremos na disciplina: “As Finanças”) deve ser controlado pelo esposo, de conformidade com a sua esposa.

 

 

ESPOSO COMO AMANTE:

 

A palavra citada aqui como amante, se refere ao seu sentido literal, ou seja, alguém que ama, e não no sentido vulgar que se refere à alguém que mantém relações extras conjugais. O esposo deve preservar o seu casamento materialmente, fraternalmente, mas sobre tudo, deve primar pelo relacionamento conjugal. Deve lembrar sempre do momento em que escolheu sua companheira para fazer parte da sua vida, e como o castelo de sonhos foi construído.

O casamento deve ser alimentado a cada dia, onde o desejo e a paixão não podem morrer, nem mesmo em virtude do tempo e do envelhecimento do corpo, pois ambos os corpos envelhecem juntos. “Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo”. (Ef. 5:28). Muitos casais tem o seu relacionamento esfriado a cada dia, em virtude de não mais cativarem um ao outro, onde não está mais presente a sedução, o desejo, os afagos, as brincadeiras eróticas entre eles, deixam o casamento cair na rotina.

Um bom relacionamento não está alicerçado somente na prática sexual, mas também no elogio ao cônjuge, em um afago, um presente, uma saída vez ou outra para jantar. A mulher por ser mais frágil, feminina, necessita de algo que a motive, que a faça sentir bonita e importante, a partir do momento que ela é valorizada pelo seu esposo, passa a corresponder com as suas expectativas. Por outro lado, o esposo deve também cuidar do seu tratamento para com a companheira: “Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”. (I Pd. 3:7).

Os momentos de dificuldades devem ser compartilhados junto, seja na enfermidade, na tristeza, etc. Outra coisa importante a ser abordada, é que a higiene é de suma importância no relacionamento conjugal, logo, o esposo deve primar pelos cuidados neste sentido.

O esposo deve sempre lembrar, que na rua pode haver milhares de mulheres bonitas, porém é aquela que está à sua espera em casa, quem o acompanha, ajuda-o, o ama, a que lhe dá carinho e, acima de tudo, quem lhe deu filhos maravilhosos: “Vós, maridos, amai a vossas mulheres, e não as trateis asperamente”. (Cl. 3:19).

 

 

O ESPOSO COMO PAI:

 

Muito se tem presenciado, a educação e os cuidados dos filhos sendo deixado somente à cargo da mulher, onde o esposo somente se preocupa com eles quando algum tipo de problema surge. Isso tem feito com que filhos se tornem insubmissos aos pais, que depositem à sua confiança em pessoas estranhas, que busquem o distanciamento de seus lares, para conviverem em meio aos estranhos.

Ao pai cabe estar sempre no controle de toda situação no seu lar, onde num relacionamento de pai-amigo, demonstra através de seus atos e cuidados, todo o amor que tem pelos filhos. Uma relacionamento mal com a esposa, fará com que uma barreira esteja sendo interposta entre o pai e os filhos. O pai deve sempre lembrar que é o espelho de seus filhos, e deve primar pelo exemplo de vida que vai ser seguido pelos seus. Um esposo que não governa bem o seu lar passa quase sempre insegurança para os filhos, e o resultado é uma leva de pessoas inseguras, frustradas, sem sucesso em seus empreendimentos.

O pai deve sempre lembrar que toda a autoridade do lar pertence a ele, a última palavra sempre será a dele, sem contudo, chegar a ser um ditador: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor”. ( Ef. 6:4). O pai não pode ser omisso, frente a erros cometidos por seus filhos, os quais, se não forem corrigidos, poderão prejudicá-los futuramente: “A estultícia está ligada ao coração do menino; mas a vara da correção a afugentará dele”. (Pv. 22:15). “Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga”. (Pv. 13:24).

Temos um exemplo na bíblia (I Sm 2), onde o sacerdote Eli permanecia omisso frente aos erros cometidos pelos seus filhos, e o resultado foi a sua rejeição por parte de Deus. É importante lembrar que tanto o pai como a mãe, jamais devem tirar a autoridade um do outro em frente aos filhos, por isso, quando estiverem corrigindo a seus filhos, é importante que o outro não se interponha, como forma de “defender” o filho, isto gerará confiança demasiada por parte do filho a um, e desrespeito ao outro.

O Esposo deve ser um pai presente, nunca ausente, a distância da família causa um abismo entre os seus, onde o diálogo desaparece, os momentos de comunhão passam a ser raros, e a família vai se fragmentando aos poucos. È necessário que a família cristã passe a priorizar a comunhão entre si, pois muitos obreiros tem valorizado demasiadamente, até mesmo as reuniões nas igrejas, e tem se afastado continuamente dos seus lares. O resultado disso, é que o obreiro passa a ser um excelente obreiro, porém, um péssimo pai, pois não encontra tempo para direcionar o seu lar, e a separação dos seus, com certeza, cedo virá.

 

 

O ESPOSO COMO CONSELHEIRO:

 

O esposo deve estar sempre pronto para aconselhar aos seus, para alicerçá-los na boa doutrina, para isso, não pode estar sujeito aos vícios, aos prazeres mundanos, às reuniões e festas com os amigos, esquecendo-se das prioridades do lar. Aquele velho jargão “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, não funciona dentro da família cristã, pois o exemplo do pai, é um dos melhores conselhos ao filho.

O pai deve sempre estar aberto para dialogar com os seus, deve saber ouvir e depois aconselhar, sem nunca perder a paciência por um erro cometido pelos seus, pois todos são passíveis de errar. Quando isso acontecer, o esposo deve usar de mansidão e sabedoria para saber corrigir, a fim de não magoar e entristecer sobremaneira aos seus: “Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados”. (Cl. 3:21). Muitos esposos tem achado dificuldades na área do aconselhamento no lar, pois não tem o seu próprio caráter tratado, assim, não conseguem entender o problema que surge na sua família. Neste caso, é aconselhável que busque a ajuda de um pastor, ou até mesmo, de um psicólogo, se for o caso, mas não pode deixar de resolver o problema, que se não tratado, poderá virar uma bola de neve.

Quando o esposo mostra-se aberto para o diálogo e aconselhamento a respeito dos problemas que envolvem o seu lar, ganha o respeito e a confiança da esposa e filhos, os quais não irão até a presença de estranhos, para relatar seus problemas particulares, eles saberão que possuem alguém que os escutará e buscará em conjunto uma solução para o problema.

 

 

ESPOSO COMO SACERDOTE DO LAR:

 

Ao esposo cabe a nobre função de ser o sacerdote do lar, e como tal, é o responsável direto para que a sua família esteja alicerçada e estabelecida dentro do reino de Deus. As orações devem estar presente nos lares, onde o pai deve através de seu exemplo, mostrar à sua família a importância de se relacionar com Deus.

Muitos crentes tem a sua família distanciada da igreja, assim que os filhos passam para a adolescência, parece que o pai perdeu o controle espiritual sobre a vida deles. Os filhos começam a trocar a casa do Senhor, por reuniões com amigos, festas, encontros, quando não muito, a esposa também vai deixando de participar da igreja. Na maioria das vezes, este problema está diretamente relacionado à omissão do esposo como sacerdote do lar.

Ao sacerdote cumpre oferecer sacrifícios a Deus, e anunciar o evangelho de Jesus, assim, ao esposo sacerdote cumpre estar a cada dia oferecendo a sua família a Deus em sacrifício, e anunciando a eles as boas novas da salvação. O lar deve ser uma extensão da igreja, onde a intercessão, a reverência, o culto, a adoração e louvor a Deus, devem estar presentes a cada dia. O esposo sacerdote é o responsável para que o mundanismo não venha a entrar em seu lar, por isso deve manter sempre a sua família afastada do lixo mundano que Satanás tem cuspido para as pessoas.

Estar na moda, usar o que a sociedade impõe, estar ligado, deixar de ser quadrado, interagir de acordo com o momento, tudo isso é pura cascata do inimigo, o cristão tem que estar vivendo é segundo os padrões bíblicos, afastando-se de tudo aquilo que o levará a não mais ser diferenciado dos que estão no mundo, assim, cabe ao esposo cristão, estabelecer limites á liberdade desenfreada dos seus.

Evidentemente, o esposo não pode chegar ao ponto de ser realmente um “quadrado”, a ponto de oprimir aos seus, colocando uma venda em seus olhos e querendo que a sua família se comporte totalmente contrário ao que a lógica e o momento exige, mas o que estamos nos referindo aqui, é realmente a respeito da libertinagem, que se não controlada, vai dar origem ao pecado. “Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo”. (I Tm. 5:8). Josué nos dá um exemplo muito oportuno, pois diante de todo o povo, declarou que tinha total controle sobre os seus, que bem alicerçados, não desviariam do caminho correto: “Mas, se vos parece mal o servirdes ao Senhor, escolhei hoje a quem haveis de servir; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do Rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor. (Js. 24:15).

 

 

 

 

 

 

AULA Nº 02

 

 

A ESPOSA CRISTÃ

 

Grande é o ministério da mulher no papel da procriação, onde a responsabilidade é tal qual, ou até maior que a do homem, pois além de gerar o filho, cumpre o papel de mãe, esposa, dona do lar, muitas vezes auxiliando na renda extra da família e ainda, como amante, dedicando momentos de profunda entrega ao esposo.

Há uma apreensão muito grande no meio religioso, pois apesar da importância da mulher na sociedade, muitos valores estão sendo invertidos, fazendo com que a mulher sem se aperceber, passe a se tornar “objeto” de uso. Sob a capa da supervalorização feminina, criou-se o estigma de que a mulher hoje está totalmente livre do lar, dos conceitos antigos, estando em voga a igualdade de sexos. A valorização da mulher está mais em quem, ou que ela é, não mais nos valores morais e familiares, que ao longo dos anos deixou de estarem agregados ao chamado sexo frágil.

A televisão, a moda, o próprio mercado de trabalho, leva a mulher a abdicar das suas qualidade de auxiliadora do homem, para transformá-la em uma pessoa independente. Quantas mães tem abandonado seus filhos o dia todo em uma creche, escola ou aos cuidados de uma babá, para se dedicarem exclusivamente às suas profissões. Não estamos aqui criticando a mulher que realmente necessita trabalhar para ajudar no sustento dos seus, mas sim, aquela que diz não ter vocação para ser dona de casa.

Evidentemente que a mulher pode exercer sua profissão externamente, sem contudo deixe de desempenhar o seu papel de mãe e esposa. Vamos abordar nesta disciplina, o papel da mulher como “esposa cristã”.

 

 

A ESPOSA COMO AUXILIADORA:

 

É certo que quando alguém planeja se casar, está nada mais, nada menos, que pensando em constituir uma família. Toda garota ainda na adolescencência, já sonha com o seu “príncipe encantado” (existe exceções), mas o que realmente vai faltar para ela, é uma correta orientação no sentido de que aprenda as atribuições de esposa e mãe. A igreja tem tentado fazer com que as pessoas compreendam o sentido literal do casamento, e a importância da mulher se colocar como verdadeira auxiliadora do seu esposo. A falta de assimilação por parte da mulher a respeito deste assunto, tem feito que muitos casamentos vão por água a baixo, vejamos então, alguns itens pertinentes ao assunto:

 

  • Embora o esposo seja o cabeça do lar, é com a mulher que os filhos passam a maior parte do tempo, então, cumpre à ela a educação deles na ausência do pai.

 

  • A esposa deve zelar sempre pelos bens da família, isto inclui a casa, os móveis, e também, a economia no lar, a fim de que se haja prosperidade contínua na família.

 

  • A higiene do lar é fundamental, casa, filhos e esposa são o cartão postal do homem. Quando a esposa deixa de interessar-se pelo embelezamento do lar e da sua própria pessoa, o inimigo começa a mostrar “outras” belezas para o homem. Essa brecha tem de ser imediatamente fechada, para que o lar não seja atacado por seres estranhos.

 

  • Quando o esposo ganha pouco em seu trabalho, ou não está trabalhando por falta de oportunidade, a esposa deve buscar um meio de trabalho que a capacite a ajudar nas despesas do lar.

 

  • A mulher não é a provedora do lar, então, se o esposo é altamente capaz, ela não pode querer assumir tudo na família, querendo deter o poder de “cabeça” da casa. Muitas esposas sentem prazer em suprir tudo no lar, porque já a última palavra de ordem é sempre dela, os esposos já perderam totalmente a autoridade no lar.

 

  • A esposa é a companheira número um do homem, então deve estar sempre ao seu lado em todos os empreendimentos da família, sendo um tipo de cúmplice do marido nos projetos que vão surgindo. Efetivamente ela não é obrigada a aceitar, muitas vezes, as cabeçadas do esposo, que sem pensar, projeta planos que certamente não prosperarão, mas, cumpre à ela orientar o esposo, sem que ele se irrite, isso ela poderá fazer com mansidão e muita perspicácia.

 

  • Ser companheira não é estar somente ao lado, mas acima de tudo, compreender o estado da outra pessoa ao seu lado, então, cabe a mulher inteligente, saber exatamente a hora de falar, criticar. O homem pela sua natureza é calado, a mulher é exatamente o contrário, gosta muito de falar, de se ater aos detalhes. É normal depois de um dia estressante no trabalho, o homem chegar cansado e se por em silêncio. A mulher contenciosa já irá com certeza iniciar uma polêmica por isso, porém, a mulher virtuosa, saberá exatamente o momento e o modo de iniciar a conversa com o seu companheiro.
  • O homem geralmente não possui idéias concernentes às coisas caseiras, quase sempre está mais preocupado em deitar-se, ler, assistir a um bom programa de televisão, a fazer um churrasquinho, e coisas desta natureza. Cabe a mulher não deixar a vida cair em uma rotina, pois a rotina destrói casamentos. Isso ela poderá fazer, sempre planejando um novo prato, insinuando uma saída, um passeio (nem sempre o marido concorda), combinando em adquirir algo novo para o lar (também isto é discutível), mas, a criatividade no lar é algo que entusiasma o esposo.

 

  • A esposa que trabalha fora, não pode de forma alguma abdicar de suas funções de dona de casa. Deve receber a ajuda do esposo e dos filhos nas tarefas do lar, sem contudo ser contenciosa e usar de imposição.

 

  • A esposa como auxiliadora, também faz parte do ministério sacerdotal no lar, então deverá zelar para que seus filhos vivam dentro da doutrina cristã, educando-os nas leis do Senhor, e buscando os separar das pessoas iníquas e dos costumes mundanos. A mulher que age desta forma, criará os seus filhos em submissão e respeito, os quais estarão alicerçados para enfrentarem o período complicado da adolescência, projetando-os firmemente para o período adulto.

 

 

A ESPOSA COMO AMANTE:

 

Certamente não é fácil o papel da mulher como amante do esposo, pois mesmo depois de cumprir com todas as suas obrigações no lar, deverá estar preparada fisicamente, psicologicamente e espiritualmente para relacionar-se com o esposo. A coisa complica-se ainda mais, quando a esposa possui um trabalho externo.

Quando os filhos ainda não chegaram, ou quando ainda se é jovem, a coisa parece ser mais fácil, mas quando já o casamento está atingindo um período mais longo de durabilidade, é comum haver fases críticas e períodos de crises. Quando isso acontece, é necessário que o casal procure ajuda psicológica, isso pode ser feito por intermédio de pastores qualificados no assunto, ou através da ajuda de um psicólogo, sob o risco de uma separação, se não for imediatamente solucionado o problema. Vamos abordar aqui alguns itens a respeito de como se deve comportar a esposa cristã em seu casamento. Não vamos fazer menção pormenorizada do assunto sexo, pois isto será abordado na disciplina “A vida sentimental”:

 

  • O homem por sua própria natureza, sente a necessidade de manter um relacionamento (coabitar), em maior intensidade que a mulher. A mulher jamais deve ser áspera quando não estiver disposta, isso deixará o esposo melindrado e desapontado. Ela deverá ter muito tato, e com muita sabedoria, explicar ao esposo que naquele momento ela não está bem, e que tal relacionamento seria mero fingimento.

 

  • Ser amante não é somente estar a disposição para o ato, mais dedicar uma vida de amor e afeto ao esposo. Assim, a esposa deve zelar para que a cada dia o seu amor esteja se firmando mais, os seus olhos devem estar voltados somente para o seu esposo.

 

  • Quem ama não maltrata, não fere, a esposa não deve usar de palavras que ofendam, que diminuam o sentimento masculino do homem. O esposo deve ser honrado diante de outras pessoas, isso fará com que ele sempre olhe com carinho e amor para a esposa.
  • Todo homem é carente, mesmo que eles não confessem, o são, e como. Por trás de um aspecto forte, rude, sempre está escondido um homem que também chora, se emociona e que se encanta diante de coisas simples. Evidentemente que eles nunca abrem o jogo, mas é assim. Por isso ele necessita sempre de uma mulher carinhosa, que esteja sempre ao seu lado, isso o ajuda a auto-firmar-se. Aí é que passa a ter importância aquele velho jargão que diz: “por trás de um grande homem, sempre há uma grande mulher”.

 

  • O esposo sempre olhará com olhos apaixonados para a esposa que demonstra desejo por ele, que cuide bem do lar e dos filhos, por isso, a mulher que ama demonstra muito cuidado para com toda a sua casa.

 

  • Nenhum marido gosta de ter um lar atribulado, por isso a esposa deve cuidar para não se tornar contenciosa, desagradável, encrenqueira, fofoqueira, isso afasta o homem do prazer de estar juntinho a ela.

 

 

A ESPOSA COMO MÃE:

 

Como já foi citado anteriormente, é de responsabilidade da esposa zelar pela educação dos seus filhos na ausência do esposo. Muitas mães tem-se mostrado omissas neste aspecto, e quando perdem a autoridade sobre os seus filhos, dizem: “olha, você vai ver quando o seu pai chegar, vou contar tudinho a ele!”. Isso demonstra que já ela perdeu ou esta perdendo o respeito dos seus filhos, com certeza não é a atitude mais correta. Vamos verificar a seguir quais as causas que a esposa perde sua autoridade, e como deve se portar como mãe cristã:

 

  • A mãe deve mostrar ao filho qual é o lugar deles e o dela no lar, deve mostrar que depois do pai, a autoridade sobre a família está em suas mãos.

 

  • Estando por mais tempo com os filhos que o pai, a esposa deve ensiná-los os valores morais, a boa educação, tudo baseado no diálogo e no amor.

 

  • É na infância que se molda o caráter e se dá à correta direção à personalidade da criança, a mãe que deixa o filho fazer o que bem entender quando pequeno, certamente encontrará muita dificuldade quando o quiser reprimir no futuro.

 

  • A mãe deve ser companheira em todos os momentos dos seus filhos, isso os faz sentir seguros, preparados para as situações difíceis que virão.

 

  • As desavenças entre o casal não pode acontecer na frente dos filhos, a mulher não deve demonstrar o seu descontentamento com o esposo na frente deles, pois se isso vier a acontecer, os filhos sempre vão ter a tendência de se revoltar contra o pai, a parte que eles julgam mais forte.

 

  • A esposa deve evitar de viver sempre criticando, brigando, fofocando com os vizinhos, pois os seus filhos estão sendo moldados à sua imagem, mais tarde eles serão exatamente igual aos seus pais.

 

  • O cuidado com os filhos é de suma importância, seja na alimentação, no vestir, nas enfermidades, nas amizades, nos usos e costumes mundanos, no espiritual.

 

  • A mãe deve sempre ter um momento disponível para sentar e dialogar com os filhos, para ouvir os seus queixumes e problemas, ou até mesmo para jogar conversa fora. Este tipo de relacionamento faz com que ela sempre consiga arrancar alguns “segredinhos” do seu filho, e tenha sempre o controle do que está se passando no momento com ele.

 

  • A mãe jamais poderá se tornar uma mãe fria, calculista, mas, deve sempre demonstrar o seu carinho pelo filho. A criança ou até mesmo o adolescente não entende muito a linguagem do presente (bem material), como muitos pais costumam fazer como forma de substituição do carinho, porém, um afago, um beijo, um abraço, isto jamais será substituído por um objeto.

 

 

A ESPOSA COMO CONSELHEIRA:

 

Algumas pessoas dizem que se conselho fosse bom, não era dado, mas vendido. É lógico que este tipo de pensamento não se enquadra de forma alguma dentro do caráter familiar, pois os pais sempre hão de querer o bem dos seus filhos. Os conselhos devem estar presentes a todo momento, até mesmo quando eles se tornarem adultos, pois os pais levam na sua bagagem, a experiência de longos anos de vida.

Como todos já sabemos, por não estar todo o momento com os filhos, a responsabilidade de aconselhá-los passa quase que por obrigação, do pai para a mãe. Assim, a visão da esposa deve estar esclarecida quanto a moralidade, a espiritualidade, enfim, a tudo o que tange à boa educação dos seus filhos. Assim vemos:

 

  • A mãe deve sempre saber o que está ocorrendo com o filho, seja na escola, na rua, no próprio lar, a fim de que possa orientá-lo em seus problemas

 

  • Os conselhos não devem adquirir um aspecto ditatorial, mas deve levar o filho a meditar e ver qual é a solução para o problema.

 

  • É importante saber ouvir primeiro, para depois falar. Muitas mães interrompem a seus filhos, e não os deixam falar, causando com isso um bloqueio no relacionamento entre eles. Todos tem o direito de falar e de serem ouvidos, estejam certos ou errados, logo depois a mãe pode manifestar-se com um conselho apropriado para a questão.

 

  • A esposa não deve se prender apenas a aconselhar os filhos, mas também ao esposo quando houver necessitado. Os homens costumam ser arrojados, ansiosos, atirados como se diz vulgarmente. Não costumam pensar muito para fazer projetos, já a mulher é mais detalhista, precavida, cuidadosa, então cumpre a ela refrear este ímpeto do esposo, com bons conselhos, quando julgar ser nociva a sua ansiedade.

 

  • Os conselhos devem sempre vir antes da disciplina, portanto, é bom que as mães sempre aconselhem os filhos, para depois pensarem em puni-los. Muitas vezes a criança é punida sem ao menos saber qual foi o seu erro, a sua falha, isso fará com que ela se revolte por estar sendo punida por algo que ela nem sabe o que é, e qual era a importância dele.

 

  • Os conselhos da mãe não podem colidir com os do pai, por isso é importante que os cônjuges dialoguem e que tenham o mesmo tipo de pensamento a respeito da educação dos filhos.

 

  • A esposa cristã sempre vai ter um conselho bom para os filhos, diferentes dos costumes mundanos, quer um exemplo? O conselho dos pais mundanos são para que os filhos usem a camisinha quando mantiverem uma relação sexual, pois poderão pegar uma doença transmissível se não estiverem precavidos, já os pais cristãos vão aconselhar aos seus filhos para que não mantenham relação sexual antes do casamento, pois para Deus isso é fornicação.

 

 

A FIDELIDADE NO LAR:

 

O assunto que vamos abordar aqui não diz respeito à fidelidade conjugal, este assunto será visto na disciplina “A vida sentimental”, porém se trata da fidelidade coletiva, ou seja, da plena confiança que todos mantém uns aos outros.

A pior coisa que pode existir em um lar, é a falta de confiança dos pais aos filhos, ou vice-versa, a falta de confiança entre irmãos, ou entre esposa e esposo. Há casos em que os cônjuges escondem até mesmo quanto recebem de salário no mês, um do outro e até mesmo dos filhos. Por outro lado, quando desejam dar uma “escapadinha”, seja para o futebol, a pescaria, ou uma reunião qualquer, os maridos sempre acabam contando uma “historinha” para as esposas.

Os jovens então, nem se fala! Isso é muito interessante, e mesmo sabendo que não deveria existir a mentira, o engano no meio do povo cristão, é exatamente aí que temos detectado muitos problemas. Qual seria a raiz de tudo isso? Imaturidade? Medo? Insegurança? Vejamos a seguir o que causa a falta de fidelidade no lar, ao discorrermos sobre o assunto.

 

  • Esposo muito autoritário, violento e mandão, fará com que a esposa omita alguns probleminhas que surgem no seu dia a dia.

 

  • Esposo que não demonstra interesse pelos assuntos da esposa, ou não sabe parar para escutá-la quando ela o procura para encontrar um apoio.

 

  • Quando o esposo costuma a esconder coisas da sua esposa, também ela agirá da mesma forma para com ele.

 

  • A falta de controle emocional do homem fará com que a sua esposa tenha receio de lhe confidenciar algum tipo de assunto ocorrido com ela.

 

  • O esposo que gosta de dar uma saída constante para se divertir só, sempre vai achar um meio de contar algum tipo de história para a esposa, isto fará com que ela logo perceba se tratar somente de desculpas, e aos poucos vai perdendo a confiança na verdade.

 

  • O uso da mentira sempre vai fazer com que se perca a confiança entre os componentes da família.

 

  • A esposa que deseja controlar o marido em tudo, certamente perderá a confiança dele, e isso fará com que lhe seja omitido vários assuntos.

 

  • O ciúme doentio em um casamento, ou até mesmo dos pais pelos filhos, demonstra falta de confiança e é um dos maiores motivos de se duvidar da fidelidade do outro.

 

  • O controle demasiado e doentio da maneira da outra pessoa ser, causa desconforto e leva ao caminho da infidelidade, no que concerne à omissão da verdade.

 

  • Problemas não discutidos, situações não resolvidas no lar, fatalmente levarão os membros da família a não confiarem mais uns nos outros, isto gerará a infidelidade entre eles.

 

  • Pais que mantém um controle absurdo sobre a vida dos filhos, que não dão a liberdade deles próprios interagirem com a vida adulta, levarão os filhos a omitirem deles a verdade, isso é infidelidade.

 

  • Envolvimentos com o errado, o pecado, levam os membros da família a mentirem, a se desviarem da verdade, causando com isso, a falta de confiança de quem está ao redor.

 

 

OS FILHOS: DIREITOS E DEVERES

 

Três coisas são necessárias para se criar um filho descompromissado:

 

  • Falta de carinho, acompanhamento e amor.
  • Falte do bom exemplo de vida pelos pais.
  • Deixar que ele sempre faça tudo o que bem entender.

 

A família deve ser encarada como uma instituição criada por Deus, onde cada membro pertencente a ela possui os seus direitos e deveres. Tem que ser assim, para que as coisas estejam em ordem e possam prosperar, logo, é de se pensar que não somente os pais estão sujeitos às normas, mas também os filhos.

 

Os direitos dos filhos:

 

Ora, se a Constituição Federal reza que todos são iguais perante a lei, sem diferença de cor, sexo ou raça (art. 5º), então não pode ser diferente com a família. Não somente por serem os frutos do amor entre o casal, mas porque também são pessoas, e como tais, devem ser respeitadas em seus posicionamentos. Observemos alguns dos direitos dos filhos, para que eles sintam que são valorizados na família:

 

  • Os filhos possuem o direito de desfrutar de todos os bens existentes no lar, não se deve reprimir a sua iniciativa quanto ao aprender fazendo o uso dos objetos.

 

  • Os filhos tem o direito de se manifestarem contrários a opinião dos outros membros da família, cada um possui o ponto de vista próprio. Desde que estejam com a razão, as situações devem ser discutidas para se chegar à solução dos problemas.

 

  • Os pais devem primar para que seus filhos recebam a boa alimentação, bom vestuário, boa educação e o bom ensino religioso.

 

  • Os filhos tem direito à liberdade, desde que esta seja exercida com sensatez e não venha a transgredir as normas da família.
  • È de direito dos filhos, a total confiança de seus pais, desde que andem no caminho correto e não se afastem da verdade.

 

  • Os pais devem sempre lembrar que já foram crianças, adolescentes e jovens, por isso não podem viver proibindo os filhos de buscarem o lazer e divertimento, desde que seja com compromisso e dentro dos preceitos evangélicos.

 

  • Os filhos tem direito de receber constantemente toda manifestação de carinho e afeto por parte de seus pais, afinal, eles são o produto do carinho entre os pais,

 

Os deveres dos filhos:

 

  • Os filhos tem o dever de respeitar as regras estipuladas pelos pais no lar, mesmo quando elas lhe são impostas.

 

  • A obediência deve sempre fazer parte do diário dos filhos, pois o filho obediente alegra o coração deles e de Deus.

 

  • As tarefas caseiras devem ser divididas também com os filhos, a fim de que a esposa não esteja sobrecarregada de afazeres, e também como forma de despertar eles para as responsabilidades da vida (trabalho).

 

  • Zelarem pelo seu lar, os bens materiais da família, pelo nome da família, pela sua integridade física quando longe dos seus.

 

  • Os filhos tem o dever de empenhar-se nos estudos, pois com certeza, não é fácil para os pais sustentarem financeiramente os seus estudos.

 

  • Afastarem-se das más companhias e dos vícios, para que não venham a ser influenciados pelos costumes do mundo.

 

  • Os filhos tem o dever de amar aos seus pais e buscarem sempre agradá-los mediante a observação dos seus conselhos.

 

 

 

                                                        AULA Nº 03

 

 

A DISCIPLINA NO LAR:

 

“Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não espancador, mas moderado, inimigo de contendas, não ganancioso; que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não neófito, para que não se ensoberbeça e venha a cair na condenação do Diabo. Também é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora, para que não caia em opróbrio, e no laço do Diabo. Da mesma forma os diáconos sejam sérios, não de língua dobre, não dados a muito vinho, não cobiçosos de torpe ganância, guardando o mistério da fé numa consciência pura. E também estes sejam primeiro provados, depois exercitem o diaconato, se forem irrepreensíveis. Da mesma sorte as mulheres sejam sérias, não maldizentes, temperantes, e fiéis em tudo. Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas. Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si um lugar honroso e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus”. (I Tm. 3:1-13)

 

Vemos no texto acima algumas qualidades para quem deseja exercer ministérios na igreja, neste caso, o de pastor e diácono, porém, a regra deve ser para todo o cristão. Mas ao obreiro cristão, cabe ter total disciplina em seu lar, para que os que estão de fora olhem para a sua vida e vejam nela um exemplo a seguir, caso contrário, o seu ministério cairá em descrédito.

 

“Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo”. (I Tm. 5:8).

 

“5 Pois, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?”. (I Tm. 3:5)

 

A disciplina é a base da boa convivência e a garantia da observação dos preceitos da sociedade, tudo o que existe está debaixo de uma disciplina, seja na área familiar, no trabalho, nos quartéis, no governo, na educação, na igreja, enfim, não existe ordem sem disciplina. Manter a disciplina é zelar pela autoridade.

Partindo desta premissa, vemos que a disciplina atinge patamares de singular importância no seio da família, pois uma família sem disciplina, é uma família desestruturada. A disciplina no lar é tarefa principal do pai, porém, deveres de todos. Cada um é responsável pelo seu próprio comportamento, para que não haja um rompimento na cadeia celular da família. Mas como manter a disciplina no lar? Vejamos?

 

  • Todos os membros da família devem reconhecer à autoridade a quem estão subordinadas, há uma cadeia hierárquica: primeiramente Deus, depois o pai, a mãe e os filhos, há de se fazer menção, que os filhos mais novos devem manter o respeito para com os mais velhos, não sendo subjugados, mas conhecendo a ordem prioritária.

 

  • A base da disciplina no lar é o exemplo dos pais, se estes não servirem de modelo para os seus, perderão cedo o respeito e haverá a quebra da boa disciplina.

 

  • Disciplina não é sinônimo de ditadura e opressão, pois a confiança e o respeito se conquista, não se impõe.

 

  • A opinião do pai sempre deverá prevalecer quando assuntos polêmicos quiserem influenciar a boa convivência.

 

  • Os filhos devem ser disciplinados desde pequenos, se for necessário, que se faça o uso da vara, como aconselhou o sábio Salomão. Muitos crentes adultos não conseguem ser disciplinados nem mesmo na igreja, porque quando crianças seus pais os deixavam à vontade, faziam da casa do Senhor um parque de diversões.

 

  • Os membros da família devem manter a disciplina quanto aos horários de sair e chegar em casa, pais que não tem controle do horário dos filhos, demonstram total desinteresse por eles e quanto ao que estão fazendo externamente.

 

  • A disciplina também deve estar presente na vida do casal, seja nos horários, nas dívidas, nos afazeres, na igreja, no trabalho e no próprio tratamento entre eles. Existem casais que não mantém a disciplina no lar, onde há uma verdadeira confusão, é filho gritando com pai, pai com filho, esposo com a esposa ou vice-versa. Deus não pode habitar em um lar cheio de intrigas, brigas, desavenças, pois o Senhor é o príncipe da paz, e nós devemos viver em paz e disciplina.

 

 

A EDUCAÇÃO NO LAR: PRINCÍPIO E PEDAGOGIA.

 

Este é um assunto de suma importância para a família cristã, pois a educação é a base para um bom relacionamento e para o crescimento, tanto pessoal, como profissional das pessoas. A educação faz com que portas sejam abertas, e que a pessoa possa progredir na vida e nos empreendimentos.

Vamos comentar dois tipos de educação: a educação propriamente dita, ou seja, os princípios que regem o bom relacionamento, e, a educação pedagógica, sem a qual os homens estão fadado a regredirem ao tempo, perderem a visão, serem conduzidos mecanicamente por outros homens cheios de más intenções. Os estudos são a fonte que gera conhecimento de vida, e capacita o jovem para um mercado de trabalho que exige no mínimo, qualificação necessária para o que se vai fazer.

 

Educação como princípio:

 

Educação significa: educar; instruir; desenvolver as capacidades humanas, visando a integração à sociedade. Partindo daí, vemos a importância de se direcionar as pessoas para que possam adquirir o conhecimento necessário para o bom relacionamento com as demais.

Um lar aonde a educação é relegada a segundo plano, está fadado a jogar para a sociedade pessoas despreparadas, que não conseguirão conviver em meio às outras. A educação básica vai proporcionar à pessoa um bom relacionamento profissional, familiar e conjugal, vai desde o tratamento pessoal, à etiqueta social, lógico que não no seu inteiro teor, mas basicamente como maneira de comportamento.

Vejamos algumas regras de comportamento referentes à boa educação familiar, que vai fazer com que a pessoa seja sensata e agradável:

 

  • Respeitar aos idosos é um sinal da boa educação recebida no lar, a qual vai fazer com que o jovem sempre olhe para o idoso com respeito pela sua experiência de vida.

 

  • As pessoas gostam de ser bem tratadas, com respeito, dignidade, mansidão. Desde a infância as crianças já devem ser orientadas do sentido de sempre usar do bom trato com as pessoas.

 

  • Gentileza não é coisa de outro mundo, mas hoje em dia parece que perdeu a importância. Os pais devem ensinar aos filhos a maneira correta de se tratar uma senhora, uma moça, um ancião, ou até quem possui algum defeito físico.

 

  • O tratamento entre pais e filhos tem se tornado fútil, basta o pai chamar a atenção do filho e este já responde aos gritos. Os pais devem educá-los de forma que sempre venham a receber gentilezas, mas se usaram da violência e gritaria para educar as crianças, hão de colher o que plantaram.

 

  • Respeitar as autoridades constituídas, é um modo de educar as pessoas, no sentido de que futuramente não venham ter algum tipo de problema com elas.
  • A educação sexual é de total responsabilidade dos pais, não da escola como geralmente é feita, ou através dos amigos na rua. Isso deve ser ministrado pela família, de maneira correta, se assim não for feito, as crianças aprenderão de forma errada.

 

  • Os pais devem passar para os filhos os valores morais da família, para que o jovem não venha a ser excluído da sociedade, por um desvio de conduta qualquer.

 

  • A família deve ser educada no sentido de ver a importância do trabalho, não só como meio de sustento, mas também, como um princípio edificador em potencial.

 

Educação pedagógica:

 

Não raramente vemos em noticiários manchetes a respeito da pobreza que abunda cada vez mais. Cresce cada dia o número de pessoas desempregadas, pessoas que sem meios de subsistência, vão morar em favelas ou em algum morro qualquer. Não adianta ficar culpando o governo, as pessoas, tentando achar alguém em quem jogar a culpa.

A verdade é, que diante de um sistema capitalista terrível, uma população que cresce dia após dia, um país endividado, somente vai se sobressair, aquele que buscar uma qualificação profissional adequada. Existem exceções? É claro que existe, mas não é delas que estamos falando, mas sim da pura realidade. Como deve agir a família cristã frente a tudo isso? Como deve proceder no sentido da educação no lar?

 

  • O estudo hoje em dia está à disposição de todos, os pais devem exigir que os seus filhos freqüentem a escola e conseqüentemente se formem nos vários níveis do aprendizado.

 

  • As crianças, adolescentes e jovens devem ser motivados a não pararem com os estudos, mas a cada dia devem ser orientados no sentido de que alcancem o grau máximo nos estudos.

 

  • Os filhos devem ter um acompanhamento diário dos pais, para que estejam desempenhando de forma a contento os estudos.

 

  • As crianças devem ser orientadas a ver a importância dos estudos na vida do jovem, pois eles são a garantia de um futuro melhor.

 

  • Os pais não devem admitir que os filhos deixem de estudar, ou que vivam faltando às aulas, isso fará com que eles adquiram gosto pelos estudos.

 

  • Afora os estudos do ensino fundamental, médio e superior, existe uma infinidade de bons cursos profissionalizantes. Aconselha-se as pessoas a estarem sempre procurando um meio de conseguir enriquecer seus currículos com cursos que surgem a todo momento em várias instituições.

 

 

O LAZER NA FAMÍLIA:

 

Preocupados em demasia com os problemas diários, com as dívidas, com o trabalho e até mesmo com o ministério na igreja, muitos obreiros tem tido a infelicidade de ver os seu lares ruídos, filhos afastando-se de casa, esposa solitária, onde já não existe mais o diálogo.

A correria do dia a dia faz com que os homens não tenham mais tempo para as suas famílias, e estas, cada vez mais ficam a mercê do inimigo. A falta de lazer na família vem se constituindo como um dos inimigos mais fortes do casamento, pois os casais deixaram de ter tempo para bater um bom papo, namorarem, praticarem algum tipo de atividade juntos.

Qual é a importância do lazer na família?

 

  • Une o casal e os filhos, preservando os laços afetivos, desapertando o interesse mútuo entre o casal com relação aos assuntos familiares.

 

  • Evita que o estresse do dia a dia venha a interferir na vida familiar, e colabora para que a canseira mental e física prejudique os familiares.

 

  • Faz com que a familiares gastem um tempo juntos e possam discutir assuntos que não são de conhecimento de todos, buscando muitas vezes soluções em conjunto.

 

  • Propicia ao casal momentos de intimidade, afastados dos problemas do dia a dia, para que possam renovar o seu relacionamento.

 

È de suma importância que a família defina o período das férias, para que todos possam tirar um tempo de sossego, afastados da correria do dia a dia. Não é necessário que se espere somente o período das férias para que a família goze do lazer, isto pode ser feito a todo momento. A saída para um jantar ou lanchonete, para assistir a algum tipo de espetáculo, uma caminhada, um bom filme, enfim, são muitas as alternativas para que se possa buscar um tipo de lazer especial para toda a família.

 

 

 

RESOLVENDO OS PROBLEMAS:

 

Problemas não resolvidos, problemas aumentados. Não se pode fazer vistas grossas aos problemas que vão surgindo no dia a dia da convivência familiar. Certamente com o passar do tempo, desavenças e discussões vão surgir no relacionamento familiar, e também na educação dos filhos. É necessário neste momento, muita paciência e disposição em acertar as coisas, caso contrário, o casamento pode entrar em colapso, e a família ruir.

 

ABORDANDO OS PROBLEMAS DO DIA A DIA

 

  • Quando não há diálogo no casamento: este é um problema comum nas famílias, onde não se encontra tempo para sentar e conversar ou, quando não há disposição por parte dos cônjuges em discutir os problemas. É um problema mais sério do que se pensa e deve imediatamente ser repensada a postura de cada um, pois a falta de diálogo deixa questões pendentes, as quais continuarão sem solução e muito em breve irão novamente vir à tona.

 

  • Quando as brigas e discussões excedem a paz: existem lares que ninguém se entende, pais, filhos, tudo é uma confusão só. É necessário que se reveja a postura de cada um, e aonde está ocorrendo a brecha que o inimigo está usando para entrar com o espírito da confusão. Para se evitar este tipo de problema, deve haver um processo de tratamento de caráter dos componentes da família, onde novamente deve ser cultivado a paz, a mansidão, o respeito, a sensatez e, acima de tudo, o amor e o carinho. As pessoas terão de aprender a se doarem e ceder em seus egoísmos e ambição, para que a felicidade volte à seus relacionamentos.
  • Quando o silêncio é usado como solução: muitas vezes os casais usam do silêncio quando ocorre uma situação de desentendimento, simplesmente param de conversar um com o outro, e esse tipo de comportamento pode, às vezes, se prolongar por muitos dias. Este tipo de agir tem de ser imediatamente revisto, pois faz com que a mágoa pelo desprezo, aumente cada vez mais a animosidade entre o casal. Problemas devem ser resolvidos no mesmo instante em que surgem, sob o risco de atingirem patamares mais elevados quando não resolvidos.

 

  • Quando as finanças não são suficientes: muitos lares encontram-se abalados pela questão financeira, às vezes pela falta de emprego, outras pelo salário que não atende à todas as necessidades da família. Neste momento é importante que os cônjuges sentem-se e discutam o que se pode fazer, Deus tem aberto a visão do povo cristão a respeito da prosperidade material, e o casal em unanimidade, poderão orar juntos e pedir para que o Senhor mostre a eles uma porta. Quando as finanças encontram-se abaladas, ´~e necessário conversar para ver o que está acontecendo, e depois de discutido o assunto, todos os membros da família que estiver aptos ao trabalho, devem buscar algo para fazer, no sentido de que trabalhando em conjunto, as necessidades do lar venham a ser supridas. É importante que os pais acostumem aos filhos que trabalham, colaborarem nas despesas do lar, isso fará com que cedo eles criem responsabilidade, para mais tarde, saberem como controlar as finanças em seu próprio lar.

 

A AMIZADE E O RESPEITO:

 

Todo o relacionamento na família cristã deve estar alicerçado na amizade e respeito, onde pais e filhos vivem como amigos íntimos. Amigos verdadeiros não se magoam, não desejam o mal um do outro, mas pelo contrário, sentem prazer no bom relacionamento. Para que a amizade seja contínua no lar, é necessário que as coisas ruins sejam esquecidas e as boas veneradas, coisas antigas, sofrimentos passados, desentendimentos de outrora não podem vir a influenciar a boa convivência.

Para dar maior ênfase a este assunto, vamos narrar uma velha história, a qual se reporta a dois amigos:

 

“Nagib e Jacob eram dois amigos inseparáveis, que apesar das muitas dificuldades vividas por eles, sempre estavam juntos, confidenciando seus problemas, compartilhando os risos e as dores do dia a dia. Uma certa manhã ao passearem pela areia da praia, Jacob estava muito nervoso e agitado, algo o incomodava e tirava a sua paz. Nagib não se apercebendo do estado psicológico do amigo, fez uma brincadeira com ele, como fazia sempre, mas aquilo caiu aos ouvidos de Jacob como uma afronta, algo que o incomodou. No mesmo instante virou-se para Nagib e desfechou-lhe um grande “soco” em seu rosto. Nagib diminuiu os passos, duas lágrimas rolaram de seus olhos, parou e abaixando-se sobre si mesmo, escreveu com letras muito pequenas na areia: “ Hoje o meu melhor amigo, aquele a quem eu muito amo, me agrediu com um soco em meu rosto”.

            Depois disto, começou novamente a andar. Quando estava absorto em seus pensamentos, Nagib escutou um grito do seu amigo: lá estava o seu amigo Jacob pendurado em um frágil galho de árvore, a mercê de um abismo que o aguardava para tragar. Imediatamente Nagib estendeu as suas mãos para o amigo, e com muito sacrifício, pois o local estava escorregadio e qualquer movimento em falso, ambos despencariam despenhadeiro abaixo, agarrou as suas mãos.

            Depois de muito esforço, Nagib conseguiu puxar o seu amigo e tirá-lo daquela situação perigosa. Jacob agradeceu e deu-lhe um longo e forte abraço. Naquele momento quando já estavam devolta à areia da praia, Nagib novamente curvou-se ao solo e escreveu na areia da praia com letras enormes: “hoje ao salvar o meu amigo, ganhei a maior recompensa do mundo: seu carinho e um abraço”.

            Quando observava Nagib escrevendo na areia, Jacob lhe pergunto: “Nagib me responda algo que me tem deixado muito intrigado, pois quando eu te agredi a um tempo atrás, você descreveu aquela ação terrível com letras pequenas na areia da praia, mas agora, só porque te dei um abraço, você escreveu isto na areia da praia com letras gigantescas, porque você fez assim?”. Nagib olhou para seu amigo e respondeu: “Sabe Jacob, as coisas más que acontecem entre as pessoas, não se deve dar muita importância a elas, mas as coisas boas devem ser sempre lembradas e exaltadas”.

 

Usando desta alegoria para enfatizar o bom relacionamento no lar, podemos afirmar que no lar firmado no carinho, no respeito, amor e amizade, não haverá lugar para mágoas, falta de perdão, exaltação da intriga. Mas tudo será superado pelo amor e a compreensão, onde todos os membros da família se doam reciprocamente, cada um buscando o buscando sempre agradar ao outro.

 

 

AULA Nº 04

 

 

A SINCERIDADE NA FAMÍLIA:

 

Ser sincero é uma das maiores virtudes que o ser humano deveria constantemente buscar, e colocar em prática. Ser sincero é ser franco, honesto no modo de portar-se, não viver apenas de aparência, mas acima de tudo. Usar da sinceridade é não fazer uso do engano, mas ser verdadeiro, autêntico.

Por isso o relacionamento familiar deve estar embasado na verdade, não se pode viver sob uma capa de fantasia, fantasiando a verdade, pintando ela como se fosse um retrato. Os problemas devem ser encarados tais quais eles são, não existe culpados nem inocentes, pois o lar não é um tribunal, mas sim, pessoas que estão sujeitas a errar, pois são humanas, e estão sujeitas a tropeçar.

Quando se omite a verdade, a mentira faz com que os problemas tomem proporções cada vez maiores, ao ponto de interromper relacionamentos construídos já a longo tempo. A verdade sempre há de prevalecer, e quando ela vem, a pessoa enganada sente-se como se fosse totalmente sem importância. Assim, qualquer problema, por mais melindroso que seja, não pode ser omitido na família. Evidentemente, vai haver situações que o problema vai se apresentar em caráter sigiloso para alguns, ou não dizendo respeito a outros, aí sim compete somente àqueles que estão diretamente envolvidos, procederem de forma correta para solucioná-lo.

Pessoas que vivem enganando às outras, logo perdem o crédito, deixam de ser levadas em consideração a suas idéias e opiniões. Por isso, a família crista deve sempre primar para que seus membros façam sempre o uso da verdade, mesmo sob as mais difíceis circunstâncias, para que haja confiança e respeito entre todos.

 

 

O LAR COMO EXTENSÃO DA IGREJA:

 

Esse assunto é mais sério do que se pensa, pois de nada adianta o crente agir de um modo na igreja, e em seu lar agir totalmente avesso ao que demonstra ser. Vamos comentar sobre o comportamento irregular de muitos cristãos, muitas vezes avessos à sua vontade. O intuito não é exaltar o espírito crítico de ninguém, mas sim, através deste ensinamento, levar o leitor a meditar sobre a sua conduta tanto na igreja como fora dela, a fim de que o nome de Jesus não seja ridicularizado e as pessoas deixem de dar crédito à palavra do Senhor. Vejamos alguns tópicos desta problemática:

 

  • crente que só consegue orar na igreja: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”. (Mt. 26:41). A oração deve estar presente em todo o momento na vida do crente, muitas vezes não conseguimos orar, porque não temos este costume. A família cristã deve estar firmada na oração, onde seus membros oram a todo momento, seja ao despertar, às refeições, ao dormir, ao sair para o trabalho, nas horas de descanso, enfim, a prática diária da oração leva a família à comunhão, à união, ao fortalecimento, pois o inimigo não achará brecha para tentar ruí-la: “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar”. (I Pd. 5:8).

 

  • Quando não se consegue ler a palavra de Deus: “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti”. (Sl. 119:11). A palavra de Deus é quem vai ensinar a família a viver uma vida de intimidade com o Espírito de Deus. Através dela, o crente recebe os ensinamentos para que possa vencer, mas, o que temos observado muito, é que as pessoas não tem disposição para estudar a palavra, preferem ler vez ou outra, e, pequenos trechos da bíblia. A palavra deve ser estuda no seu inteiro teor, e medida, para depois ser colocada em prática. Quando a família não tem o costume de ler a palavra de Deus, não consegue interagir com o poder do Espírito Santo. É necessário que o esposo, como sacerdote do lar, passe à sua família a importância que é ler a palavra de Deus, e também a fazer com que os seus tenham o costume de participar da escola dominical.

 

  • Dupla personalidade: acontece muito com o crente em ascensão, contudo, muitos crentes antigos ainda procedem da mesma maneira. Geralmente a pessoa que se enquadra neste tipo de situação, vai viver uma vida inconstante, sem auto-afirmação. O problema está em não esforçar-se para que a mesma unção que recebeu na igreja, permaneça com ela no seu dia a dia, pois é esta unção do Espírito que nos capacita a mudarmos o nosso caráter. Quando este tipo de problema começa a resplandecer no lar, toda a família sente os resultados negativos, pois os membros não vão estar vivendo unânimes. É preciso se parar para pensar, e imediatamente mudar o comportamento, somente assim, é que o Espírito Santo vai ajudar na mudança do caráter

 

  • vida de louvor e adoração: muitas pessoas não conseguem ser felizes, alegres, risonhas tais quais são na igreja, basta colocar seus pés no interior da casa, para que logo o seu humor mude. Somente reclama, não sabe elogiar, adora gritar, oprimir, este tipo de pessoa seguramente está sendo oprimida por um espírito maligno e necessita urgentemente de libertação. Se uma atitude não for tomada, toda a família começa a sofrer as conseqüências deste mau procedimento. “Porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo”. (Rm. 14:17). AO lar como extensão da igreja, deve acolher a todos os membros da família com muita paz, amor, carinho e compreensão, onde a tristeza não acha lugar ali, devido a comunhão maravilhosa entre os participantes da família cristã.

 

 

O AMOR E O CARINHO NA FAMÍLIA:

 

O ser humano foi criado carente, necessitado de carinho e afeto, por isso ele nasce do interior de outro ser, para que laços infinitos de amor os una. A criança é um exemplo a ser considerado, ela está a todo momento buscando um “colo” e o carinho dos adultos, mas, porque depois que nos tornamos adulto temos que deixar de sonhar, de viver a fantasia do amor? Muitas pessoas não conseguem amar, ter carinho e afeto por outra pessoa, porque não foram amadas quando necessitaram de um aconchego, de uma demonstração de amor. Estas pessoas vão se tornar frias e calculistas, insensíveis ao sofrimento e a necessidade de alguém. A quem estamos dedicando o nosso tempo, a vidas humanas ou a máquinas, robôs?

Muitos casais não conseguem mais trocar palavras de amor entre si, muitos pais não conseguem olhar para seus filhos, abraçar a eles e dizer “eu te amo filho”. O amor e carinho entre a família deve estar presente a todo o momento, e quando se deixou de lado este costume, deve-se urgentemente resgatar isso.

Quando o carinho e o afeto estão presentes na família, os filhos crescerão bem alicerçados, vão transmitir o mesmo cuidado para a sua futura família. Também o casal vive eternamente como namorados, onde o desejo estará sempre presente, não haverá lugar para que o inimigo venha tentar e querer destruir o relacionamento conjugal.

Amor e carinho são sinônimos de:

 

  • Bom tratamento entre todos os membros da família.
  • Cuidado e zelo da família por todos os membros.
  • Desejo contínuo de comunhão e união.
  • Viver em reciprocidade de ações.
  • Sentimento de tristeza pelo sofrimento do outro.
  • Amizade e honestidade.
  • Alegria por estar junto.
  • Estar junto em todos os momentos.

 

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor”. (I Cor. 13:1-13).

 

Os cônjuges devem sempre zelar para que o seu lar esteja envolto em uma atmosfera de amor e carinho, é através da sua demonstração de afeto de um para com o outro, que os filhos vão aprender a zelar pelo bem estar de outras pessoas, vão aprender a importância que tem uma vida humana, não somente para o homem, mas principalmente para Deus. É no seio da família que vão ser gerados os grandes homens do amanhã, e nós vamos ser os responsáveis por criar Pedros e Paulos, ou tristes Adolph Hitler e Husseins.

 

 

AS DROGAS E OS VÍCIOS:

 

Muitas pessoas, crianças ainda, já se encontram no mundo dos vícios e das drogas, por única e exclusiva culpa dos seus pais, que desinteressados, não primaram pelo bem estar de suas famílias.

As drogas (bebida alcoólicas, cigarros, maconha, crack, cocaína, drogas aspiráveis, etc.) são o verdadeiro câncer da sociedade. Os traficantes buscam desesperadamente cada dia mais consumidores, para que sem entendimento, usufrua do seu produto de trabalho: “as drogas”. Quem é que não conhece pelo menos uma pessoa, que um dia já foi uma pessoa de bem, hoje, está relegada à uma vida totalmente indigna.

Mas porque ao pessoa entra nessa, talvez você esteja se perguntando. Não seria somente por mera curiosidade? Devo dizer que você em parte tem razão, ninguém introduz a droga forçadamente em outra pessoa, mas, depois de um início por voluntariedade, a pessoa vai começar a fazer o uso da droga como uma forma de fuga da realidade.

A grande causa de vermos jovens se lançando ao mundo das drogas está relacionada à falta de acompanhamento dos pais, os quais não possuem tempo para estar com os seus, não corrigem e não vigiam a liberdade dos filhos. Muitos pais não sabem nem por onde andam os seus filhos em altas horas da noite, pensam que eles estão em um lugar, porém ele encontram-se em outros: lá onde estão lhe esperando as drogas e os traficantes.

A família bem alicerçada e que vive segundo todo o ensinamento descrito nestes estudos, dificilmente irá perder um dos seus membros para as drogas. A boa direção dos pais e os seus ensinamentos vão estar constantemente gravados em seus intelectos, e o Espírito Santo vai estar a todo o momento os lembrando dos conselhos dos pais:

 

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”. (Pv. 22:6).

 

 

As Várias Drogas existente.

 

Álcool.
Anfetaminas.
Ansiolíticos
Barbitúricos.
Cafeína.
Cocaína.
Codeína
Cola, Solventes, aerossóis
Crack.
Extase (Ecstasy, MDMA)
Fumo.
Haxixe.
Heroína
Hipnóticos.
LSD.
Maconha.
Mella.
Mescalina.
Metadona.
Morfina.
Ópio.
Psicilocibina.
Santo Daime.
Skank.

 

Esperamos que a família continue sendo a maior instituição na face da Terra, instuida diretamente por Deus, a fim de que a raça humana estivesse alicerçada no amor e na comunhão. Mas para que o plano de Deus se concretize, deveremos cumprir com a nossa missão, zelando cada dia pelo fortalecimento da família.

Terminamos este estudo crendo que Deus vai operar tremendamente em meio à família cristã, no sentido que ele esteja cada vez andando mais e e mais pertinho, bem juntinho do Espírito Santo, ALELUIA! ALELUIA! ALELUIA! AMÉM!!!

 

 

“Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor; porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo. Mas, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos. Vós, maridos, amai a vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Pois nunca ninguém aborreceu a sua própria carne, antes a nutre e preza, como também Cristo à igreja; porque somos membros do seu corpo. Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à igreja. Todavia também vós, cada um de per si, assim ame a sua própria mulher como a si mesmo, e a mulher reverencie a seu marido”. (Ef. 5: 22-33).

 

“Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais; porque isto é agradável ao Senhor”. (Cl. 3:20).

 

“Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo”. (Ef. 6:1).

 

 

 

 

 

Pr. Otávio Budal Filho

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