Muitas vezes acredita que está amando, quando, na verdade, está apenas gostando. Gostar é leve, é começo — é quando você se apega aos poucos, se interessa, acha graça no jeito do outro. É o primeiro passo. Depois vem a paixão, intensa e arrebatadora, quando tudo parece perfeito, cada detalhe encanta e não há espaço para enxergar defeitos. Mas a paixão engana: ela cobre a pessoa com um manto de expectativas, e quando esse manto cai, a frustração aparece.
O amor é diferente. Ele nasce quando a cortina da paixão se fecha e a realidade aparece — e, mesmo assim, você decide ficar. Amar é aceitar falhas, medos e cicatrizes. É escolher a mesma pessoa quando o brilho diminui, quando o encanto se desfaz, quando o caminho fica difícil. Amar não é se encantar com a perfeição, é se comprometer com a imperfeição. É segurar a mão do outro nos dias nublados, quando a única força que resta é a decisão de continuar.
Muita gente diz querer amor, mas não está disposta a atravessar todas as etapas para encontrá-lo. Querem conforto sem esforço, segurança sem vulnerabilidade, profundidade sem se arriscar a mergulhar. Mas o amor verdadeiro exige coragem. E a pergunta é: você está pronto para amar alguém sabendo que ela nunca será
perfeita?


















