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Maçonaria


I – Origem e história:
O Delta Luminoso: o olho que tudo vê
A maçonaria, como a conhecemos hoje, segundo o Dicionário da Maçonaria, de Joaquim
Gervásio de Figueiredo, no verbete Franco-maçonaria, “foi fundada em 24 de junho de 1717,
em Londres”. O termo maçom, segundo o mesmo Dicionário, provém do inglês mason e do
francês maçon, que quer dizer ‘pedreiro’, e do alemão metz, ‘cortador de pedra’.
A origem da maçonaria está ligada às lendas de Ísis e Osíris, Egito; ao culto a Mitra, vindo até a
Ordem dos Templários e a Fraternidade Rosa Cruz.
Em 1723, O Rev. Anglicano James Anderson publicou as Constituições da Maçonaria, sendo até
hoje documentos universalmente aceitos como base de todas as lojas maçônicas.
II – Influência da maçonaria:
Marechal Deodoro da Fonseca ocupava o cargo de Grão-Mestre no Brasil quando proclamou a
República
Os maçons se fizeram presentes em eventos conhecidos e ganharam adeptos importantes.
Desempenharam um papel importante na Revolução francesa (Queda da Bastilha). Operam
nos Estados Unidos 15.300 lojas (loja é o nome dado ao local reservado aos rituais maçônicos)
e mais de 33.700 em todo o mundo. A influência deles nos EUA sempre foi muito grande.
Catorze presidentes americanos foram maçons, destacando-se George Washington, James
Monroe, Andrew Jackson, James Garfield, Howard Taft, Franklin Delano Roosevelt, Harry
Truman e Gerald Ford, entre outros.
Mesmo com a oposição da Igreja, os maçons tem adeptos de todas as religiões, pois aceitam
pessoas de diversos credos.
No Brasil marcaram presença na Inconfidência Mineira. Foi na casa de Silva Alvarenga que se
formou uma academia literária, que, na verdade, era uma loja maçônica. Neste mesmo lugar
foi iniciado na maçonaria o conhecido Tiradentes. A bandeira da Inconfidência tinha o dístico
libertas quae sera tamem e o triângulo maçônico. Gonçalves Ledo e José Bonifácio com outros
maçons tramaram a Inconfidência do Brasil.
Um mês depois de proclamar a independência, D. Pedro I foi aclamado Grão-Mestre Geral da
Maçonaria no Brasil e o Marechal Deodoro ocupava este cargo ao proclamar a República em
1889.
Hoje são cerca de 6 milhões de maçons em todo o mundo, em mais de 164 países, sendo cerca
de 150 mil no Brasil.
III – A maçonaria é uma religião?
A princípio negam que a maçonaria seja uma religião. Mas na Enciclopédia Revisada da Franco-
Maçonaria, de Albert G. Mackey diz: “A Maçonaria pode ser corretamente chamada de
instituição religiosa…
A tendência de toda verdadeira Maçonaria é com a religião… Veja os antigos Landmarks
(doutrinas), suas sublimes cerimônias, seus profundos símbolos ou alegorias, tudo focalizando
verdadeiros ensinos religiosos e quem pode negar que a Maçonaria é uma instituição
eminentemente religiosa?”
Quando são feitas as reuniões maçônicas, a loja, que é onde se reúnem, passa a ser chamada
oficina. Isso para manter o simbolismo do ideal maçom, que é a construção de uma sociedade
onde haja fraternidade, igualdade e liberdade. Como maçons (pedreiros, lavradores de pedras)
acreditam que serão os arquitetos e construtores desse grande projeto. Nas oficinas as
reuniões são marcadas por: orações na abertura e no encerramento; as lojas ou templos são
consagrados; segundo o Dicionário citado acima, “na Maçonaria, o tratamento entre os seus
adeptos é o de “irmão”.
IV – A Bíblia:
Os maçons honram a Bíblia como a Palavra de Deus, recomendando aos maçons que a
estudem regularmente. A maçonaria ensina que as três grandes luzes são: a luz da Bíblia, a luz
do esquadro e a luz do compasso. O compasso simboliza o espírito e o esquadro a matéria.
Eles crêem na Bíblia apenas como símbolo da vontade de Deus e não como fonte de
ensinamento divino. Isto contraria a própria Bíblia (2Tm 3.16,17; 2Pe 1.20,21).
Segundo o ex-mestre maçom, hoje Pastor evangélico, Antonio Jean, “a formação dos maçons é
baseada em 2 Samuel 7.13: “Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para
sempre o trono do seu reino”.
V – Deus:
Segundo o Dicionário da Maçonaria, os maçons procuram identificar seu deus pelo nome de
G.A.D.U., “nome pelo qual na maçonaria se designa Allah, Logos, Osíris, Brahma, etc., dos
diferentes povos, já que ali se considera o Universo como uma Loja ou Oficina em sua máxima
perfeição”.
Neste caso a maçonaria se contradiz, pois diz aceitar os deuses das religiões e não interferir
nas crenças diversas, mas depois muda o deus de cada religião numa forma única: G.A.D.U.
A Bíblia diz que não há outro Deus, senão o Senhor: “… eu sou Deus, e não há outro Deus, não
há outro semelhante a mim” (Is 46.9); o nome de Jesus é superior a todo e qualquer nome (Fp
2.5-11); a salvação está nesse nome (Rm 10.9).
VI – Rituais de consagração:
O esquadro e o compasso são símbolos visíveis em todas as lojas do mundo. Segundo o Pastor
Antonio Jean declara em um manuscrito ainda não publicado (pp.19), o Ritual de Iniciação é
feito em grande parte com os olhos vendados.
Sua iniciação começou com a entrada em um quarto úmido, uma espécie de porão. O ritual foi
conduzido pelo Irmão Mestre de cerimônias, auxiliado pelo Irmão Experto (esses são funções
dentro da maçonaria). Ao tirar as vendas de seus olhos pôde ler na Câmara de Reflexão: “Se a
curiosidade te traz aqui, volta; se temeres ser descoberto sobre teus desejos, sentir-te-ás mal
entre nós; se fores capaz de dissimular, tremei!, porque penetrar-te-emos e leremos o fundo
de teu coração. Se tens apego às distinções humanas, sai, porque não se conhece isso aqui. Se
tua alma sentir medo, não vá mais longe; se perseverares serás purificado pelos elementos,
sairás do abismo das trevas e verás luz”. Ao contrário, a Bíblia afirma que Jesus já nos tirou das
trevas (Cl 1.13).
Nesta Câmara de Reflexão pode-se encontrar esqueletos, cabeça de bodes, entre outras peças
que visam amedrontar o iniciado, segundo o relato.
Esta parte da cerimônia é a primeira prova. A segunda é a do ar, onde há uma sonoplastia de
tempestade. A terceira da água, em que lavam as mãos do iniciado e a quarta e última, a do
fogo, onde colocam uma vela acesa embaixo da mão.
Numa das etapas da iniciação mostram um corpo dentro de um caixão e vários maçons
encapuzados com espadas apontadas para o corpo. O iniciado ouve que o corpo é de um
maçom que havia traído a maçonaria e que o mesmo aconteceria caso o iniciado fizesse o
mesmo.
Na conclusão da iniciação para “Aprendiz Maçom” o iniciado ouve: “Agora também devo
prevenir-vos de que não zombamos das crenças religiosas. Julgamos sim que a nossa maior
homenagem ao Grande Arquiteto do Universo, que é Deus, como instituição eclética que
somos, é admitir na nossa ordem, para conviver fraternalmente, todos os homens livres e de
bons costumes, qualquer que seja a sua religião”.
No Ritual de Exaltação ao grau de Mestre, o terceiro e último grau na maçonaria simbólica, o
Companheiro Maçom (segundo grau na maçonaria simbólica) entra num caixão com os pés
voltados para o oriente onde fica o trono do chefe da loja, os calcanhares em forma de
esquadro e a mão direita sobre o coração. A mão esquerda fica estendida ao longo do corpo,
que deve ser coberto com um pano preto, dos pés à cintura, junto com o avental usado no
grau anterior.
O juramento para o grau de Mestre é o seguinte: “Eu (fala-se o nome), juro de minha livre
vontade e em presença do grande Arquiteto do Universo e desta Augusta e respeitável loja
consagrada a São João, nunca revelar os segredos do grau de Mestre. Se eu for perjuro, seja
meu corpo dividido ao meio, sendo uma parte lançada ao meio-dia e a outra ao setentrião, e
as minhas entranhas arrancadas e reduzidas ao vento. Amém”.
VII – Ritos Maçônicos:
1 – Rito Adonhiramita; 2 – Rito de Iorque; 3 – Rito Brasileiro; 4 – Rito Escocês (mais aceito
atualmente); 5 – Rito Francês e 6 – Rito de Schroeder, de origem alemã.
Graus do Rito Escocês:
Loja Azul ou Graus simbólicos: 1- Aprendiz, 2- Companheiro, 3- Mestre.
Graus Capitulares: 4- Mestre Secreto, 5- Mestre Perfeito, 6- Secretário Íntimo, 7- Chefe e Juiz,
8- Superintendente do Edifício, 9- Mestre Eleito dos Nove, 10- Ilustre Eleito dos Quinze, 11-
Sublime Mestre Eleito, 12- Grande Mestre Arquiteto, 13- Mestre do Arco Real de Salomão, 14-
Grande Eleito Maçom, 15- Cavaleiro do Grande Oriente ou da Espada, 14- Príncipe de
Jerusalém, 15- Cavaleiro do Leste e Oeste, 16- Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz.
Graus Filosóficos: 19- Grande Pontífice, 20- Grande Ad-Vitam, 21- Patriarca Noachita ou
Prussiano, 22- Cavaleiro do Machado Real (Príncipe do Líbano), 23- Chefe do Tabernáculo, 24-
Príncipe do Tabernáculo, 25- Cavaleiro da Serpente de Bronze, 26- Príncipe da Misericórdia,
27- Comandante do Templo, 28-Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto, 29- Cavaleiro de Santo
André, 30- Cavaleiro Cadosh.
Graus Superiores: 31- Inspetor Inquisidor, 32- Mestre do Segredo Real e 33- Grande Soberano
Inspetor Real.
VIII – Alguns Símbolos da Maçonaria:
Esquadro. Significa a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal, que representa a
trajetória a percorrer na Terra, ou seja, o determinismo, o destino; e outra vertical, o caminho
para cima, dirigindo-se ao cosmo, ao universo, ao infinito, a Deus. Também simboliza a carne,
o corpo físico.
Compasso. Traça círculos e abrindo e fechando, delimita espaços. Representa o senso da
medida das coisas. Significa a justiça. Também simboliza o espírito.
Nível. Representa a igualdade: todos os homens devem ser nivelados no mesmo plano.
Prumo. Indica que o maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo
interesse, nem pela afeição.
Pentagrama (estrela de cinco pontas). Representação de um homem de pé com as pernas
abertas e os braços esticados: indica o ser humano e a sua necessidade de ascensão.
Sol. É a fonte de vida, a positividade da existência do homem.
G (maiúsculo). A letra G representa o Grande Geômetra, que é Deus.
Espada. É o símbolo da igualdade, da justiça e da honra. Corresponde à consciência e à
presença divina na construção do templo.
Delta luminoso. Representa a presença de Deus, demonstrando a sua onisciência. É um
triângulo com um olho no centro.
IX – Conclusão
Uma análise da maçonaria à luz da Bíblia revela claramente que realmente se trata de uma
prática contrária à vontade revelada por Deus ao longo dos séculos. Rituais, consagrações,
iniciação, simbolismo e propósito.
Todos esses elementos do culto maçônico não combinam em nenhum aspecto com o que
reconhecemos na Bíblia por adoração e culto racional ao Senhor (Rm 12.1-3).
As práticas ocultistas, cerimônias envolvendo mortos, o esoterismo, a crença em reencarnação
são abomináveis a Deus. No Antigo Testamento o Senhor repreendeu severamente os judeus
por causa dessas práticas. Portanto, não nos convém repetir o fracasso espiritual dos judeus
ingressando em uma ordem como essa. Devemos, sim, orar a Deus, afim de que Ele possa
iluminar os maçons que estiverem dispostos a conhecer a verdadeira luz que emana do
Criador. Esse sim, não apenas o Grande Arquiteto do Universo, mas também o seu Criador
Supremo, Soberano e Salvador, Jesus Cristo (Jo 8.12; 1.3).
O profano (iniciante) aproxima-se lentamente com os olhos vendados. Ao entrar na loja, o
irmão “experto” toca-lhe o peito com a ponta de uma espada. Então, segue o seguinte
interrogatório.
O Venerável pergunta:
– Vês alguma coisa, senhor?
A resposta do profano é imediata:
– Não, senhor.
O Venerável prossegue:
– Sentes alguma impressão?
Profano:
– O contato de um objeto aguçado sobre o peito.
Venerável:
– A arma cuja ponta sentes simboliza o remorso que há de perseguir-vos se fordes traidor à
associação a que desejais pertencer. O estado de cegueira em que vos achais é o símbolo do
mortal que não conhece a estrada da virtude que ides principiar a percorrer. O que quereis de
nós, senhor?
Profano:
– Ser recebido maçom.
Venerável:
– E esse desejo é filho de vosso coração, sem nenhum constrangimento ou sugestão?
Profano:
– Sim, senhor.
Venerável:
– Previno-vos, senhor, que a nossa ordem exigirá de vós um compromisso solene e terrível…
Se vos tornardes maçom, encontrareis em nossos símbolos a terrível realidade do dever.
Depois de submetido a muitas indagações, o profano é conduzido ao altar dos juramentos e
ajoelha-se com o joelho esquerdo, pondo a mão direita sobre a constituição e a Bíblia, que
devem ter em cima a espada. À mão esquerda, o profano segura o compasso, apoiando-o no
lado esquerdo do peito. Daí, todos se levantam e ouvem o seguinte juramento:
“Eu, (nome), juro e prometo, de minha livre e espontânea vontade, pela minha honra e pala
minha fé, em presença do Supremo Arquiteto do Universo, que é Deus perante esta
assembléia de maçons, solene e sinceramente, nunca revelar quaisquer dos mistérios que
sempre ocultarei e nunca revelarei qualquer uma das artes secretas, partes ou pontos dos
mistérios ocultos da maçonaria que me vão ser confiados, senão a um bom e legítimo irmão
ou em loja regularmente constituída, nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir ou empregar
outros meios pelos quais possa divulgá-los. Juro também ajudar e defender meus irmãos em
tudo o que puder e for necessário, e reconhecer como Potência Maçônica regular e legal no
Brasil o Grande Oriente do Brasil, ao qual prestarei obediência. Se violar este juramento, sejame
arrancada a língua, o pescoço cortado, e meu corpo enterrado nas areias do mar, onde o
fluxo e o refluxo das ondas me mergulhem em perpétuo esquecimento, sendo declarado
sacrílego para com Deus, e desonrado para com todos os homens. Amém”.
Em seguida, o neófito é conduzido para uma sala contígua ao templo, onde já se encontram
colocadas duas urnas com espírito de vinho aceso. Deitado no chão, sobre um pano preto,
deve estar um irmão (maçon), como se estivesse morto, amortalhado com a capa do 1º
Experto. Todos os irmãos estarão de pé, sem insígnias, e armados de espada que apontam o
neófito. Este é então desvendado pelo Venerável e encontra-se subitamente num ambiente
lúgubre, com inúmeras espadas voltadas para ele. E ouve as graves admoestações do
Venerável:
“Este clarão pálido e lúgubre é o emblema do fogo sombrio que há de alumiar a vingança que
preparamos aos covardes que perjuram. Essas espadas, contra vós dirigidas, estão nas mãos
de inimigos irrecon-ciliáveis, prontos a embainhá-las no vosso peito se fordes tão infeliz que
violeis vosso juramento”.1
Como bem se expressa o Dr. Boaventura Kloppenburg, temos de ponderar que não estamos
lendo alguma peça teatral, nem um documento antigo de sombrias épocas de sangue e
vingança, mas o ritual prescrito para iniciação no primeiro grau da maçonaria.
Daí a pergunta que não quer calar: “Pode o cristão submeter-se a um ritual e juramento
imbuídos de aspectos explicitamente condenáveis pela Palavra de Deus? Como imaginar até
mesmo um pastor diante desse sacramento de iniciação maçônico? Como congregar, sob o
mesmo teto, evangélicos, espíritas, muçulmanos, umbandistas, católicos, budistas, entre
outros grupos religiosos, em nome de uma entidade divina conhecida pelo título de ‘Grande
Arquiteto do Universo’? Será que tais pessoas estão de fato adorando o Deus de Abraão,
Isaque e Jacó? Ou seja, o Deus da Bíblia?”.
Dá para imaginar, por exemplo, um cristão indo a um templo hindu para participar de uma
cerimônia? Tal cristão poderia presumir que, seguindo os rituais hindus, estaria adorando a
Jesus, ainda que participando de uma oração grupal a Vishnu?
Suponhamos, ainda, que os hindus concordem em mudar o nome Vishnu para Grande
Arquiteto do Universo. Ainda que façam isso, certos elementos dos rituais da adoração pagã,
como, por exemplo, andar ou dançar em círculos, hão de permanecer. Com a substituição do
nome “divino”, seria então aceitável ao cristão participar de uma cerimônia de adoração
hindu? E se porventura os hindus permitissem ao cristão participar da liturgia, dos rituais e
fazer as orações hindus em nome de Jesus, tal adoração tornar-se-ia cristã?
Escrevendo aos irmãos de Corinto, o apóstolo Paulo disse o seguinte:
“Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus.
E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e
o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos
demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele?” (1Co 10.20-22).
“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis. Pois que sociedade tem a justiça com a
injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que consenso há entre Cristo e Belial?
Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos?
Pois vós sois o santuário do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles
andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartaivos,
diz o Senhor. Não toqueis nada imundo, e eu vos receberei” (2Co 6.14-17).
Para abonar essa contestação, devemos antes conhecer alguns segredos dessa entidade tão
secreta. Primeiramente, analisaremos vários trechos de livros e manuais da maçonaria,
embora muitas obras de sua autoria ainda permaneçam na obscuridade para os de fora. Como
referência, tomaremos os livros atuais (nacionais e internacionais), escritos por maçons do
mais alto grau, que descrevem o que ocorre dentro das lojas. Ainda que algum maçom negue a
autoridade absoluta desse ou daquele autor maçônico, não poderá, no entanto, negar que tais
escritos representam a prática e o ensino da maçonaria brasileira e mundial. A análise que
faremos será à luz da Bíblia, a única regra de fé e prática dos cristãos evangélicos (2Tm
3.16,17).
O presente artigo nada mais é do que uma reflexão para saber se existe a possibilidade de uma
pessoa poder conciliar ou não o cristianismo e a maçonaria. E também para saber se, ao
abraçar as duas, ela está participando de duas religiões ou de uma só.
Se porventura o leitor já tiver sua própria posição a respeito do assunto, que o Senhor Deus o
ajude a analisar as informações aqui descritas detalhadamente e, sobretudo, a buscar o
conhecimento da vontade de Deus, por meio da orientação do Espírito Santo e da própria
Bíblia. Somente assim, querido leitor, você terá condições de reavaliar sua posição e defini-la à
luz da Palavra de Deus (Ef 5.17).
Um pouco sobre a maçonaria
Segundo afirmações dos próprios maçons, a maçonaria não é uma sociedade secreta. “Isso é
calúnia dos adversários”, apregoam. Dizem, ainda, em alto e bom som, que a maçonaria é
discreta, não secreta. Na Constituição do Grande Oriente do Brasil, art. 17, onde se especifica
os deveres das lojas, sob a letra p vem a seguinte norma: “nada expor, imprimir ou publicar
sobre assunto maçônico, sem expressa autorização superior da autoridade a que estiver
subordinada, salvo Constituições, Regulamentos Gerais, Regimentos Particulares, Rituais, Leis,
Decretos e outras publicações já aprovadas pelos Poderes competentes. Toda e qualquer
publicação atentatória dos princípios estabelecidos nesta Constituição ou da unidade da
Ordem sujeitará os seus autores às penalidades da Lei”.
É rigorosamente proibido aos profanos (não-maçons) tomar parte nas sessões comuns das
lojas, como está relatado no art.19, parágrafo único, da Constituição: “As oficinas, sob nenhum
pretexto, poderão admitir em seus trabalhos maçons irregulares; deverão identificar os
visitantes pela palavra semestral”.
Com essas declarações de documentos oficiais autênticos, chegamos à conclusão de que a
maçonaria é uma sociedade verdadeiramente secreta, no sentido próprio da palavra.
Qual a relação entre o cristianismo e a maçonaria?
Para ser aceito na maçonaria, o profano tem de observar alguns deveres preestabelecidos:
1. “Reconhecer como irmãos todos os maçons regulares e prestar-lhes, e também às suas
viúvas, ascendentes ou descendentes necessitados, todo auxílio que puder;
2. Freqüentar assiduamente os trabalhos das oficinas; aceitar e desempenhar, com probidade
e zelo, todas as funções e encargos maçônicos que lhe forem confiados, além de esforçar-se
pelo bem da Ordem em geral, da pátria e da humanidade;
3. Satisfazer com pontualidade as contribuições pecuniárias que, ordinária ou
extraordinariamente, lhe forem legalmente atribuídas;
4. Nada imprimir nem publicar sobre assunto maçônico, ou que envolva o nome da instituição,
sem expressa autorização do Grão Mestre, salvo quando em defesa da Ordem ou de qualquer
maçom injustamente atacado;
5. Ajudar e proteger seus irmãos em quaisquer circunstâncias e, com risco da própria vida,
defendê-los contra as injustiças dos homens;
6. Manter sempre, tanto na vida maçônica como no mundo profano, conduta digna e honesta,
praticando o bem e a tolerância, respeitando escrupulosamente os ditames da honra, da
probidade e da solidariedade humana, subordinando-se com-preenssivamente às disposições
legais e aos poderes maçônicos constituídos;
7. Amar os seus irmãos, mantendo bem alta a flama da solidariedade que deve unir os maçons
em toda a superfície da terra”.2
Entre os deveres aqui enumerados, temos de acrescentar o que consta no art.1, parágrafo 1,
letra g desta mesma Constituição onde se encontra o “requisito essencial” para os profanos,
candidatos à iniciação, sem o qual não serão aceitos: “não professar ideologias contrárias aos
princípios maçônicos e democráticos”. Se ele infringir essas normas, o art. 32, nº 13, confere
ao Grão Mestre Geral, ou ao seu substituto legal, a atribuição de “suspender, com motivos
fundamentados, para que sejam eliminados pelos Poderes competentes os maçons que
professarem ideologias ou doutrinas contrárias aos princípios da Ordem e da Democracia”.
Assim, como o cristão maçom pode compartilhar suas ideologias cristãs aos companheiros de
loja? No Dicionário Filosófico de Maçonaria, de Rizzardo da Camino, 33º grau, membro
fundador da Academia Maçônica de Letras, encontramos a seguinte definição para
cristianismo:
“A religião cristã, em si, não é adotada pela maçonaria, mas, sim, os princípios cristãos. A
maçonaria é adotada em todos os países e proclama a existência de Deus sob o nome de
Grande Arquiteto do Universo; não importa a religião que o maçom siga, o que importa é a
crença no Absoluto, no Poder Divino, em Deus, seja qual for o nome que se lhe der, como
Jeová ou Alá”.3
Como podemos ver nessa de-claração, a maçonaria não adota o cristianismo e,
conseqüentemente, não aceita a existência de Jesus Cristo como o único Deus. Negar a crença
no Grande Arquiteto do Universo (G.A.D.U.) é impedimento absoluto para a iniciação na
maçonaria4, entretanto, é indiferente a crença em Jesus Cristo ou em Buda. Ainda que em
seus rituais os maçons falem em Deus ou do Ser Supremo, ignoram a Santíssima Trindade, não
mencionando uma vez sequer o santo nome de Jesus. Na verdade, os maçons jamais se
dirigem a Deus mediante a Cristo. Diante disso, o verdadeiro cristão não pode aprovar
semelhante abstração do cristianismo e muito menos conviver com esse tipo de coisa.
As características distintas dos deuses das diferentes religiões são outra evidência de que eles
não são a mesma pessoa. Por exemplo: Brahma, o deus hindu, engloba em si o bem e o mal;
Alá, o deus do islamismo, dificilmente perdoa; mas Yahweh, o Deus dos cristãos, é um Deus
zeloso (Êx 34.14).
Algumas religiões são politeístas, ou seja, têm vários deuses (como a dos egípcios e a dos
gregos). Outras são monoteístas (como o judaísmo e o cristianismo). Os hindus acreditam na
reencarnação, sendo que no hinduísmo pode-se regredir e reencarnar em um animal. Os
cristãos crêem na ressurreição: à volta do espírito no mesmo corpo. Determinadas religiões
acreditam na extinção da vida, enquanto outras pregam a imortalidade da alma ao lado de
Deus. Há aquelas que dizem que os homens tornam-se deuses após várias reencarnações.
Outras afirmam que só existiu e sempre existirá um único Deus. Diante disso, será que o ser
humano pode adorar a deuses tão diferentes (e isso simultaneamente) como se fossem um
só?
O sistema maçônico, especialmente o Rito Escocês Antigo e Aceito, pode ser chamado de
“deísta”, ou seja, considera a existência de um deus impessoal, destituído de atributos morais
e intelectuais, confundindo-se com a natureza5. Os deístas limitam a participação de Deus à
criação, como se Ele tivesse deixado o mundo para ser governado pelas leis naturais.6 Esse
sistema difere do “teísmo” cristão, no qual Deus é um Deus pessoal e interfere
permanentemente no destino da humanidade.
Para entendermos melhor o deísmo maçônico, vejamos a declaração de Rizzardo da Camino:
“Cada religião expressa Deus, com nome diferente, como os israelitas que o denominam de
‘Jeová’; isso não importa, o que vale é sabermos que esse Grande Arquiteto do Universo é
Deus”.7
Os cristãos, no entanto, não concordam com essas palavras. Não é a mesma coisa adorar o
Deus verdadeiro e um bezerro de ouro, como os israelistas fizeram no deserto (Êx 32.1-10; Ne
9.6-31). O Deus da Bíblia é pessoal e único. Ele se preocupa com as pessoas e não abandonou a
humanidade. Parece lógico seguir a todos os deuses, porque assim, no final, aquele que for o
deus verdadeiro vai se manifestar em prol de seus seguidores. Mas o Deus das Escrituras não
aceita ser comparado e muito menos igualado a outros deuses, simplesmente porque não
existem outros deuses (Sl 115. 2-9). O nosso Senhor não aceita concorrência e estabelece que
sejamos fiéis ao seu nome: “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos
Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Is 44.6). “…
guarda-te para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão.
O Senhor teu Deus temerás, a Ele servirás, e pelo seu nome jurarás. Não seguirás outros
deuses, nenhum dos deuses dos povos que houver à roda de ti” (Dt 6.12-14).
O indiferentismo perante Cristo é impossível: “Quem não é comigo é contra mim” (Mt 12.30),
disse Jesus. Mas o verdadeiro maçom, em virtude dos “princípios estabelecidos” pela
maçonaria, não pode estar com Cristo seguindo todos os seus ensinamentos e obedecer a
todos os mandamentos maçons. Não é possível ser maçom verdadeiro e regular e, ao mesmo
tempo, cristão autêntico e convicto.
A maçonaria é uma religião?
O primeiro e principal dever de cada loja maçônica, de acordo com a determinação do art.17,
letra a, da Constituição do Grande Oriente do Brasil, é este: “observar cuidadosamente tudo
quanto diz respeito ao espírito e à forma da instituição, cumprindo e fazendo cumprir a
Constituição, as leis e as decisões dos Altos Corpos da Ordem”.
Antes de qualquer coisa, vamos analisar o que é religião. No Dicionário Aurélio da Língua
Portuguesa, temos a seguinte definição: “culto prestado a uma divindade…”. Essa definição
encaixa-se perfeitamente bem com as palavras de Rizzardo da Camino, 33º grau maçônico,
autor de mais de quarenta livros: “O maçom, dentro do templo maçônico, através da liturgia,
cultua o grande arquiteto do universo”8. Com isso fica provado que o que acontece dentro da
loja maçônica nada mais é do que um culto de adoração a uma divindade, ao Grande Arquiteto
do Universo (G.A.D.U.).
Existe um sistema de adoração dentro das lojas, conforme as palavras do maçom Carl H.
Claudy: “As lojas da maçonaria são construídas para Deus. Simbolicamente, ‘construir para
Deus’ significa edificar algo em honra, adoração e reverência a Ele. Mal o neófito entra no
Portão Ocidental recebe a impressão de que a maçonaria adora a Deus”.9 Vejamos ainda o
que diz o importante autor maçônico Henry Wilson Coil, em sua Enciclopédia Maçônica: “A
ma-çonaria certamente exige a crença na existência de um Ser Supremo, a quem o homem
tem de prestar contas e de quem depende. O que a igreja pode acrescentar a isso, exceto levar
o indivíduo à comunhão com aqueles que tenham os mesmos sentimentos?… É exatamente
isso que a Loja faz”.10
Como a maçonaria exige a crença no Grande Arquiteto do Universo e na imortalidade da alma
para que o candidato se torne maçom, isto se torna uma grande evidência de que essa
entidade é religiosa e possui um credo ou uma doutrina. Na cerimônia de admissão e a cada
passagem de grau são feitos juramentos que nada mais são do que promessas ou profissões de
fé no Grande Arquiteto do Universo e na fraternidade maçônica.
Diante de tudo o que vimos, como fica então? Podemos chamar a loja de templo, mas não de
igreja? De fraternidade, mas não de religião? As invocações lá realizadas não são adorações?
As liturgias não são cultos? A iniciação não é um tipo de batismo?
Será que as pessoas que insistem em negar a religiosidade da maçonaria não estão com as
mentes fechadas? Ou será que escondem que a maçonaria é uma religião para que possam
infiltrar-se nas igrejas? Uma coisa é certa: o cristão maçom pode negar que freqüenta duas
religiões ao mesmo tempo, mas a sua declaração não muda os fatos.
Os praticantes da maçonaria
Sabemos que a maçonaria aceita qualquer pessoa, independente de seu credo religioso. A loja
recebe muçulmanos, espíritas, budistas, entre outros, como membros. E também satanistas,
magos e bruxos, inclusive nos mais altos graus. Nomes como Aleister Crowley, Albert Pike,
Lynn F. Perkins (fundador da Nova Era), Jorge Adoum (Mago Jefa), Charles W. Leadbeater e o
mágico Manly P. Hall11 constam de sua lista de participantes.
William Schnoebelen conta que era bruxo quando foi admitido na maçonaria. Para ele, o
G.A.D.U. era o próprio Lúcifer (o diabo). Com o tempo, ele descobriu outros satanistas que
também faziam parte do grupo12. Parece difícil conciliar cristãos e satanistas sob o mesmo
teto, mas isso realmente acontece na maçonaria. Albert Pike, um dos grandes líderes maçons,
escreveu que Lúcifer é deus e “portador da luz” e que a maçonaria deve seguir a doutrina
luciferiana:
“A religião maçônica deve ser, por todos nós iniciados do alto grau, mantida na pureza da
doutrina luciferiana. Se Lúcifer não fosse deus, será que Adonai, cujas ações provam sua
crueldade, perfídia e ódio pelos homens, barbarismo e repulsa pela ciência, e seus sacerdotes
o caluniariam? Sim, Lúcifer é deus, e infelizmente Adonai também é deus. Pois a lei eterna é
que não há branco sem o preto, pois o absoluto só pode existir como dois deuses: as trevas
são necessárias como moldura para a luz, assim como o pedestal é necessário para o que é
imponente… Desta forma, a doutrina do satanismo é uma heresia; a religião filosófica pura e
verdadeira é a crença em Lúcifer, o equivalente de Adonai; mas Lúcifer, deus da luz e deus do
bem, está batalhando pela humanidade contra Adonai, o deus das trevas e do mal”.13
No hebraico, o termo Adonai significa literalmente “Senhor” ou “Mestre”. É sinônimo de
Yahweh (transcrito como “Senhor” na Bíblia de Almeida) e Elohim (traduzido “Deus”, ou seja, o
nosso Deus). Albert Pike diz, absurdamente, que o nosso Deus é o deus das trevas, que odeia
os homens! Que contraste com a revelação bíblica, que afirma: “Há muito que o Senhor me
apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jr
31.3). E ainda: “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele
nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10).
A maçonaria não aceita, e nem poderia aceitar, o cristianismo, porque é impossível conciliar
cristianismo e satanismo. O Deus que para nós é o Deus do bem, para o líder maçom é o deus
do mal. Será que o cristão pode submeter-se a isso: adorar o Grande Arquiteto do Universo
(G.A.D.U.), que na maçonaria pode ser o próprio diabo?
O valor da Bíblia
Na Enciclopédia Maçônica de Coil, lemos o seguinte: “A opinião maçônica prevalecente é a de
que a Bíblia é apenas um símbolo da Vontade, Lei ou Revelação Divina, e não que o seu
conteúdo seja a Lei Divina, inspirada ou revelada. Até hoje, nenhuma autoridade tem mantido
que um maçom deve acreditar na Bíblia ou em qualquer parte dela”14. Para a maçonaria, a
Bíblia é “uma das três grandes luzes emblemáticas”, sendo colocada no mesmo patamar dos
seus símbolos (esquadro e compasso). Mesmo que Coil não negasse o conteúdo divino da
Palavra de Deus, esta atitude comparativa já seria suficiente para demonstrar que a Bíblia não
é mais importante do que os símbolos maçônicos. Além disso, segundo a doutrina maçônica,
ela pode ser substituída por qualquer outro livro de religião fluente no país. Nos países
islâmicos, por exemplo, usa-se o Alcorão, em Israel, a Torá etc. Alguns maçons dizem que a
Bíblia é um “livro sagrado” para a loja, mas se ela pode ser substituída por outros livros, então
não é sagrada, já que um objeto sagrado é insubstituível.
Oliver Day Street, outro erudito da loja, chega a dizer o seguinte: “Nenhuma loja entre nós
deve ser aberta sem sua presença (da Bíblia). Mesmo assim, ela não é mais do que um
símbolo… Não há nada de sagrado ou santo no mero livro. É só papel comum… Qualquer outro
livro com o mesmo significado serviria…”.15 Outro maçom, J.W. Acker, afasta qualquer
semelhança entre a maçonaria e o cristianismo bíblico ao declarar: “Os judeus, os chineses, os
turcos, cada um rejeita ou o Antigo ou o Novo Testamento, ou ambos, e ainda assim não
vemos nenhuma boa razão por que não se devam tornar maçons. Na verdade, a Maçonaria da
Loja Azul nada tem a ver com a Bíblia. Não se fundamenta na Bíblia. Se assim fosse, não seria
Maçonaria”.16
Se para os maçons a Bíblia é apenas um enfeite ou uma parte da mobília da loja17, a opinião
dos cristãos é diferente, pois, de acordo com o apóstolo Pedro, “… nenhuma profecia da
Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de
homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe
1.20,21).
A Bíblia é a revelação de Deus aos homens!
Uma questão de escolha
Ser religioso não significa apenas freqüentar um local para prestar culto. É muito mais que isso.
Ser religioso é seguir fielmente a doutrina que professa. Se a pessoa crê em Cristo, deve ser de
Cristo. Se acredita no Alcorão, deve ser islâmica. Não importa se o caminho que escolheu é
certo ou errado. Deve ser firme, convicta. Lembremo-nos do que Cristo disse em Mateus
12.30: “Quem não é por mim, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”.
Muitos maçons se dizem religiosos porque são líderes em suas Igrejas e ajudam os pobres.
Publicamente louvam a Deus, mas no ambiente maçônico ajoelham-se diante do pentagrama
e adoram os símbolos dos deuses do Egito e do pecado.
É uma pena que, apesar da controvérsia sobre o assunto, muitos cristãos ainda insistam em ser
maçons, demonstrando que não são capazes de abdicar de seus interesses pessoais ou de uma
série de interesses em prol da obra do Senhor Jesus. Ao invés de buscarem a união na Igreja,
insistem em ser causa de divisão (Ef 4.3). Muitos demonstram e chegam a declarar
abertamente que, se for preciso escolherem entre a loja e a Igreja, preferem permanecer na
loja. É mesmo o fim dos tempos. Quantos estão apostatando da fé. Suas mentes estão
cauterizadas (1Tm 4.1,2; Hb 3.12-19; 2Tm 4.3,4).
A verdade é que os maçons têm a maçonaria como uma religião, isto é, defendem-na como
uma religião, freqüentam-na como uma religião. Muitos chegam a dizer que encontraram
nessa entidade “paz” e “comunhão” que não encontraram na Igreja!18 Mas será que o mundo
pode oferecer paz semelhante à que Cristo dá? O que Jesus diz em João 14.27?
A Palavra de Deus afirma que aquele que não concorda com as sãs palavras de Cristo é
causador de questões e contendas (1Tm 6.3-5). Se a maçonaria se torna, cada vez mais, motivo
de confusão e controvérsia entre os irmãos cristãos, por que insistir nessa dissensão? “Porque
Deus não é de confusão; e, sim, de paz” (1Co 14.33). Dissensões e facções são obras da carne
(Gl 5.19-21). O cristão que abraça a maçonaria escandaliza outros irmãos e coloca dúvidas nos
recém-convertidos, que se confundem com opiniões divergentes dentro da Igreja.
O cristão maçom não leva apenas problemas para a Igreja, mas também para a sua casa. Ao
chegar da loja, não pode contar nada do que aconteceu lá. É uma situação difícil para o lar
cristão: o marido escondendo coisas da mulher. A esposa é aquela para quem ele jurou
fidelidade e lealdade. É a sua companheira até que a morte os separe que não pode saber o
que ele está fazendo fora de casa. Além da esposa, os filhos e outros familiares passam a viver
em um ambiente de mistério e segredos. E isso não agrada o nosso Deus, que quer que
sejamos sinceros e falemos sempre a verdade.
Os enigmas de Sansão trouxeram sérios problemas para a sua vida familiar (Jz 14.10-14). Não
podemos nos esquecer disso!
GRAUS DO RITO ESCOCÊS
LOJA OU GRAUS SIMBÓLICOS
1. Aprediz
2. Companheiro
3. Mestre
GRAUS CAPITULARES
4. Mestre Secreto
5. Mestre Perfeito
6. Secretário Íntimo
7. Chefe e Juiz
8. Superintendente do Edifício
9. Mestre Eleito dos Nove
10. Ilustre Eleito dos Quinze
11. Sublime Mestre Eleito
12. Grande Mestre Arquiteto
13. Mestre do Arco Real de Salomão
14. Grande Eleito Maçon
15. Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16. Príncipe de Jerusalém
17. Cavaleiro do Leste e Oeste
18. Cavaleiro da Ordem Rosa Cruz
GRAUS FILOSÓFICOS
19. Grande pontífice
20. Grande Ad-Vitam
21. Patriarca Noachita ou Prussiano
22. Cavaleiro do Machado Real
23. Chefe do Tabernáculo
24. Príncipe do Tabernáculo
25. Cavaleiro da Serpente de Bronze
26. Príncipe da Misericórdia
27. Comandante do Templo
28. Cavaleiro do Sol
29. Cavaleiro de Santo André
30. Cavaleiro Cadosh
GRAUS SUPERIORES
31. Inspetor Inquisidor
32. Mestre do Segredo Real
33. Grande Soberano Inspetor Geral
SÍMBOLOS DA MAÇONARIA
ESQUADRO
Significa a retidão, limitada por duas linhas: uma horizontal que representa a trajetória a
percorrer na Terra, ou seja, o determinismo, o destino; e a outra vertical, o caminho para cima,
dirigindo-se ao cosmo, ao universo, ao infinito, a Deus.
COMPASSO
Traça círculos e, abrindo e fechando, delimita espaços. Representa o senso da medida das
coisas. Significa a medida das coisas.
NÍVEL
Representa a igualdade. Todos os homens devem ser nivelados no mesmo plano.
PRUMO
Indica que o maçom deve ser reto no julgamento, sem se deixar dominar pelo interesse, nem
pela afeição.
CINZEL
Sugere o trabalho inteligente. Instrumento manejado pelo aprendiz com a mão esquerda.
Como o cinzel é uma ferramenta que exige uma participação de outra (o malho), representa a
inteligência humana, que isolada nada constrói.
PENTAGRAMA
Representação de um homem de pé com as pernas abertas e os braços esticados: indica o ser
humano e a sua necessidade de ascensão.
COLUNAS
São três colunas no templo maçônico. Uma significa o lado masculino, a força; a outra o
feminino, a beleza; a terceira, a sabedoria.
SOL
É a fonte da vida, a positividade da existência do homem.
AVENTAL
Usado por todos os maçons durante as sessões, o avental representa a pureza, a inocência.
ESPADA
É o símbolo da igualdade, da justiça e da honra. Corresponde à consciência e à presença divina
na construção do templo.
DELTA LUMINOSO
Representa a presença de Deus, demonstrando a sua onisciência. É um triângulo com um olho
no centro.
QUESTÕES BÁSICAS
São geralmente conhecidos com o nome de Loja Maçônica. Aproximadamente 4 milhões
somente nos Estados Unidos e 2 milhões no restante do mundo. Sua meta é a conversão do
mundo aos ideais maçônicos.
Tem como teologia o politeísmo, o sincretismo e o monismo. Sua prática é a de ritual secreto,
busca espiritual particular. Seus antecedentes históricos são os chamados de mistérios pagãos
antigos, sindicatos comerciais medievais e práticas ocultas, como: cabala, numerologia,
astrologia, mitologia. A esfera de influência alcançada: Igreja, educação, comércio, política,
entidades filantrópicas. A sua dinâmica oculta: misticismo da Nova Era, potencial para
desenvolver estados alterados de consciência ou espiritismo.
Tem como fonte de autoridade: Ritual (ou doutrina) maçônico (a); Grandes Lojas: Líderes
maçônicos de destaques. Não tem um líder geral, uma voz oficial, praticam a liberdade de
pensamento e expressão.
A atitude para com as demais religiões é a de condescendência. É uma religião ecumênica,
aceitando pessoas de todas as crenças.
Muito embora que declaradamente a Franco Maçonaria não assuma ser uma religião, ela é
dotada de uma visão politeísta, é sincretista e monista.Tem como base a Loja Azul, que
podemos chamar de a “capa do livro”. É dividida em três hierarquias: 1) Aprendiz, 2)
Companheiro e 3) Mestre, sendo que estes são rasos conhecedores da verdadeira doutrina.
Saindo da loja, passamos a divisão em dois ritos: o de Iorque e Escocês. O grau mais elevado é
o 33º, que no Brasil é chamado Grande Inspetor Geral.
Possuem como estratégia de crescimento uma arma poderosa. “A Maçonaria tem em mãos
um grande trunfo para crescimento numérico: os segredos. A maioria dos adeptos adentram a
Maçonaria por curiosidade. A promessa de revelação de grandes segredos atraem muitos
como açúcar atrai formiga.Quando alguém detém mais conhecimento que outros, tem sobre
este, certo poder. Não é por menos que a maioria dos maçons são homens de destaque social,
o que constitui também um atrativo. A coisa toda funciona como uma teia de aranha, onde as
moscas cada vez mais se prendem. (grito deles). Para que haja um alcance maior na sociedade
criou-se segmentos entre as mulheres, moços e moças. São eles: Estrela do Oriente – mulheres
parentes de maçons. Demolay – para rapazes. Filhos de Jó – para moças”.[2]
A liturgia (ritual) maçônica diz ser a vestimenta de sua doutrina. Ele não é fácil de se definir,
pois varia de jurisdição e rito. Passando por uma evolução constante, não se prendeu mas a
um, mas a muitos rituais. As reuniões, ou capítulos, constituem-se em uma abertura com
cânticos. Declara-se então postos e funções dos oficiais, os quais são honrosamente
apresentados. São lidas as minutas, membros doentes são mencionados e se há algum a ser
iniciado, assim se faz. Isso leva em média duas horas, sendo seguida de uma hora social. Estes
rituais tem um claro intuito de aliciar mais membros. O que passar disso é secundário.
A iniciação na maçonaria somente se dá por meio de indicação por um maçom, no mínimo.
Não é aceito se a pessoa quiser por si mesma se apresentar voluntariamente. Após ser
indicado, o candidato deverá apresentar uma série de documentos, dentre eles, as certidões
negativas de cartórios de protestos e de distribuidores judiciais. Feita a proposta, se a Loja
escolhida quiser levar o processo adiante, o candidato será indicado por três maçons, nesse
processo evidentemente já se saberá se ele possui as qualidades necessárias para se tornar um
bom maçom, ou, segundo o jargão maçônico, se ele é “um homem livre e de bons costumes”.
As doutrinas são chamadas Landmarks (antigas leis que regem a maçonaria universal), e de
forma geral resumem-se a três pontos: Paternidade universal de Deus, Fraternidade Universal
dos Homens e a crença na Imortalidade da alma.
Apoio Maçônico à Igreja. Nota-se que no início da obra evangélica no Brasil, a maçonaria
apoiou mediante sua força política econômica, a implantação de alguns grupos protestantes,
como os batistas e os presbiterianos em nosso país. Esse apoio ajudou os pioneiros
protestantes a conquistarem um espaço numa cultura predominantemente romanista. Agora,
isto não quer dizer que sem o apoio deles as igrejas protestantes não teriam tido sucesso, pois
Deus poderia ter usado outros meios como seus instrumentos. A Bíblia está repleta de
exemplos de como Deus utilizou pessoas incrédulas para o cumprimento de seus propósitos
em relação ao seu povo. (Is 45.1-4; Jr 25.9; 27.6-8).
Ideologia Maçônica:
Deus: Unitário, deísta, panteísta.
Nome de Deus: O Grande Arquiteto do Universo; Jabulon.
Cristo: Homem sumamente bom.
Homem: Interior divino.
Pecado: Falta de caráter ignorância da realidade espiritual.
Salvação: Pelas boas obras, caráter.
Bíblia: Símbolo da verdade divina.
Vida após a morte: Universalista.
Temas-chave: Paternidade universal de Deus – fraternidade universal do homem; imortalidade
da alma; busca religiosa da iluminação espiritual.
III. ENSINOS E REFUTAÇÃO BÍBLICA
1) Bíblia
A Bíblia uma das três grandes luzes (o esquadro e o compasso, são as demais). É dito como
símbolo da vontade de Deus e é colocada apenas como objeto de decoração na loja. É
colocada lado a lado com livros pagãos, como: Alcorão, Vedas, Livro de Mórmon.
O maçom usa a Cabala (uma interpretação oculta que os rabinos davam à Bíblia) para
interpretar a Bíblia e ele a reinterpreta para significar o que ele deseja.
Tira-se o nome de Jesus Cristo da Bíblia quando a citam. Citando um escritor maçom: “A
Maçonaria não tem nada que ver com a Bíblia; não está baseada na Bíblia, pois, se estivesse,
não seria Maçonaria, seria alguma outra coisa”. [The Digest of Masonic Law, pg 207-209][3]
REFUTAÇÃO BÍBLICA: A Bíblia é inspirada por Deus e a única fonte para o cristão, somente nela
encontramos o caminho para o Senhor Jesus Cristo e a salvação (2Tm 3.16,17; 1Ts 2.13; 2Pe
1.19-21; 2Co 11.3; Pv 30.4,5).
2) Deus
Creem na paternidade universal de Deus, portanto, Deus é o Pai de toda humanidade,
independente de crença religiosa, sendo que Deus não se revela de forma específica, mas tão
somente através da natureza e da consciência do homem. Ele é inatingível, incognitível e
distante. Tendo pouco a se dizer sobre Ele, pouco também haverá para se discordar a seu
respeito. Não importa em que você crê, pois em nada alterará sua posição para com o Pai.
Afirmam que está aberto um leque de escolhas onde você pode chegar-se a Ele através de
Buda, Maomé, etc.
Chamam a Deus de G.A.D.U. (Grande Arquiteto do Universo). Esta definição engloba todos os
conceitos de Deus sustentados por todas as religiões. Por causa disso pode-se chamar a Deus
da maneira como quiser: Deus, Grande Arquiteto do Universo, Grande Artífice, Grande Mestre
da Grande Loja Celestial, Jeová, Alá, Buda, Brahma, Vishnu, Shiva, etc. Tem como nome
segredo para Deus o de Jabulon, Jeovah, e juntamente com Bel ou Ball e Om formam a
“Trindade Maçônica”. Veja: Ja (Jeová) – Bul (Baal Peor, o deus cananita) – Om (o deus sol dos
egípcios ou Osíris).
Ensinam o panteísmo, Deus é tudo e tudo é deus. Para a maçonaria Deus não é o Criador da
natureza, mas a própria natureza é Deus. Seus adeptos podem praticar o politeísmo.
Ensinam que o homem que é maçom é Deus. “No Livro ‘Grau de Aprendiz e seus Mistérios’
pg.16, consta: ‘O Maçom, o Super-homem’, pode dizer: No princípio era Eu, Eu era com Deus,
e EU SOU DEUS”.[4]
REFUTAÇÃO BÍBLICA: O homem é uma criatura de Deus (Jo 1.12; Rm 8.15,15; Mc 16.15). Deus
Se revela ao homem (Rm 1.19,20; Sl 19.1; Jo 1; Hb 1.2; Rm 2.15; Pv 20.27; Rm 15.4; 2Tm 3.16;
Ex 3.14; Jo 2.3; Is 40.18; Ex 20.4; Is 42.8; 44.6; Sl 115.3,4; Jo 14.6). Deus é reconhecido em uma
Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, não três deuses, mas um Deus em Três Pessoas distintas
(Mt 3.16,17; 1Co 12.4-6; 2Co 13.14; Jd 20.21; Jo 10.30; 8.58; 1.1; At 5.3,4; 1Jo 5.20).
3) Jesus Cristo
Trata-se apenas de um fundador de religião, da mesma forma como Krishna, Maomé,
Pitágoras, etc. Dizem que Ele pregou a mensagem da verdade única: todos somos filhos de
Deus e Deus é o Pai de todos.
Seu nome é eliminado nas orações (é proibido orar em Seu Nome) e leituras das Escrituras na
loja, sendo que a discussão sobre Cristo é proibida na Loja.
O que ofende os judeus é a declaração do cristianismo que Jesus Cristo é Deus, portanto, a
maçonaria espertamente omite o Seu nome.
Quando usam datas em seus documentos, eles mudam o calendário, aliás não usam o nosso
calendário aceito em todo o mundo, usam um sistema de referência que evita qualquer
referência a Jesus: “Os maçons, ao fixar data nos seus documentos oficiais nunca fazem uso da
época comum ou da era vulgar, mas têm uma que lhes é peculiar”.[5] Para os maçons, Cristo é
considerado apenas “um grande mestre de moralidade”.
Não se pode mencionar os ensinos de Cristo sobre a vida futura.
Para os maçons, Jesus Cristo dos 12 aos 30 anos, permaneceu longos desses anos com os
monges do Tibet sendo ali conhecido com o nome de Profeta Issa.
O cristão para se tornar membro da maçonaria tem que desobedecer a Cristo, ele tem que
fazer juramentos de nunca revelar e ocultar os segredos da maçonaria. Há os seguintes
juramentos, das diversas ordens: Juramento do Rito Escocês; Juramento do Rito Adoniramita e
Juramento do Rito Francês. Ele deve obedecer ao Mestre e não a Cristo. O rito de iniciação
exige indiretamente que o cristão renegue a sua fé em Jesus Cristo.
REFUTAÇÃO BÍBLICA: Jesus é o verdadeiro Deus e verdadeiro homem (Jo 1.1;14; Is 7.14; Mt
1.21-23; 1Jo 5.20; At 4.12; Jo 10.30-33). Devemos orar em Seu nome (Jo 14.13,14; 1Tm 2.5; Jo
14.6). Quem se envergonhar de Cristo será envergonhado (Mt 28.19; Mc 16.15; Mt 10.32,33;
1Jo 4.3). A Bíblia não menciona nada da vida de Cristo (12-30 anos), senão apenas que era
carpinteiro e conhecido por todos cada assim (Mc 6.3). Juramentos praticados pela maçonaria
é condenado na Bíblia (Mt 5.34,35; Tg 5.12). devemos tomar muito cuidado quanto
pronunciamos qualquer palavra, especialmente se for dirigida a Deus (Ec 5). Deus exige e
requer do cristão obediência irrestrita e exclusiva a Cristo (Jo 14.15; 1Jo 2.3; At 5.29).
4) Salvação
Para a maçonaria a salvação é obtida por meio das obras. Ensinam que o caminho para a
salvação não é por meio de Jesus Cristo. Esse caminho de obras é representado por uma
escada, que representa em seus três primeiros degraus: a fé, a esperança e a caridade,
mostrando um meio de se avançar da terra ao céu, da morte para a vida, do mortal para o
imortal. Para eles, o pé do iniciante é colocado no andar térreo da loja maçônica, a qual é o
tipo do mundo e seu cume a loja, a qual é símbolo do céu.
É caracterizada pela ausência total de conceitos como pecado e arrependimento. O homem é
visto apenas como imperfeito e não-iluminado. O homem por si mesmo desenvolve o seu
próprio conceito de Deus, chegando assim a salvação. “A maçonaria promulga a idéia de que,
através dos seus próprios esforços, o homem é aperfeiçoado e torna-se aceito perante o
G.A.D.U. A regeneração, ou conversão, é essencialmente um processo da alma humana”.[6] O
homem maçom, desse modo, atinge a Loja Celestial. Tem o conceito de que somente a
maçonaria é capaz de redimir a humanidade.
Segundo eles, a salvação pela fé e pela redenção não era ensinada por Jesus Cristo e seguir
este ensino que dizem ser recente é um crime. Portanto, a salvação se alcança sem Jesus.
Creem na imortalidade da alma. Concluindo que Deus é o Pai de todos, e que assim somos
todos irmãos, nada resta senão a salvação de toda a humanidade, rumo ao Oriente Eterno.
REFUTAÇÃO BÍBLICA: A salvação não é por meio de obras. A fé, a esperança e a caridade da
maçonaria não estão baseadas em Cristo e sim nas obras humanas, as quais não podem nos
purificar (Ef 2.8,9; Tt 3.5). A salvação é por meio do novo nascimento (Jo 3.1-16), em nome de
Cristo (Jo 14.6; Rm 10.9,10), um ato da graça de Deus (Rm 11.6). O homem é pecador e precisa
se arrepender de seus pecados (Rm 3.23,24)
5) Fraternidade Universal
Acreditando na paternidade de Deus, torna-se conseqüente a crença de que todos os homens
são irmãos espirituais. Demonstram aqui a natureza humanista de seus ensinos. O homem é
considerado um ser divino, que através de seus próprios conhecimentos pode vir a chegar a
ser Deus. Portanto, é incentivada a fé no próprio homem, fazendo dele ou o elevando ao nível
de Deus e tornando-o passível de adoração.
REFUTAÇÃO BÍBLICA: Somos criaturas de Deus e feitos filhos de Deus somente quando
aceitamos a Cristo como Senhor de nossas vidas (Jo 1.12; Mc 16.15; Rm 8.15). A idéia de ser
Deus é originária do diabo (Gn 3; Is 14.12-17; Ez 28.11-19). Os anjos e os apóstolos recusaram
adoração (Ap 22.9; At 10.25,26; 14.11-15). A fé depositada em si mesmo, traz ao homem
apenas destruição (Is 2.22; Jr 17.5,6).
6) A Grande Ceia Mística
É realizada na quinta-feira da semana santa. Os seus participantes são apenas aqueles
“irmãos” que estiverem os graus de 18 a 33 da fraternidade. A mesa é em forma de cruz,
estando em cima dela rosas vermelhas, deste lugar o Mestre dirige a ceia maçônica, com o pão
e o vinho. Na ceia proferem os dizeres: “Comei e daí de comer a quem tem fome… Bebei e daí
de beber a quem tem sede”. Após ele apaga todas as velas de um candelabro, com exceção de
uma. Feito isso, anuncia a morte do “Sapientíssimo e perfeito Mestre”, dizendo: “Ele está
morto! Lamentai, pranteai e chorai, pois ele se foi”. Durante todo esse rito, anunciam a morte
de Jesus Cristo e sequer dizem o Seu nome.
REFUTAÇÃO BÍBLICA: A ceia instituída por Cristo é em memória e até que Ele volte, não é um
sacrifício e não é secreta (Mt 26.26-28; 1Co 11.23-26).
7) Ocultismo
Muitos dos grandes membros da maçonaria estão ou foram envolvidos com o ocultismo. Fato
esse que escondem com firmeza.
Veja o que é recomendado ao maçom: “Adoramos a um deus, mas é um deus adorado sem
supertição. ‘A vós, Soberanos Grande Inspetores Gerais’ [maçons de Grau 33], dizemos isto…
para que repitais aos irmãos dos Graus 32, 31 e 30… A religião maçônica deve ser, por todos os
iniciados nos graus mais elevados, mantida na pureza da doutrina luciferiana… Sim, Lúficer é
Deus, e infelizmente, Adonai [Deus da Bíblia Sagrada] também é Deus… a doutrina do
satanismo é uma heresia; e a religião pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, que é igual a
Adonai; mas Lúcifer, Deus da Luz, Deus do Bem, está lutando em favor da humanidade contra
Adonai, o Deus das Trevas e do Mal”. [Lady Queenborough, Occult Theocracy, pg 220-221,
citando uma carta de Albert Pike, aos Supremos Conselhos Mundiais, em 14/7/1889].[7]
Para a maçonaria Lúcifer é o “portador da luz” e o maçom não deve duvidar disto. É bom
salientar aqui, que cerca de 95% dos maçônicos não sabem desta verdade. No entanto,
acreditam cegamente em seus superiores. Esses são segredos ocultos revelados apenas aos
que se encontram no 30o acima.
REFUTAÇÃO BÍBLICA: O ocultismo é claramente condenado na Bíblia e a prática de consultar
tais crenças também é condenado (1Sm 15.23; Mq 5.12; Ap 9.21; Ex 22.18; Dt 18.9-14). Jesus
Cristo é a verdadeira e a única luz (Jo 1.4-9; 8.12). Lúcifer é um anjo criado por Deus e inferior
a Deus (Ez 28.11-19; Is 14.12-17; Ap 20.10).
IV. UMA RELIGIÃO IDOLÁTRICA, SINCRETISTA E PAGÃ
Assim diz Jorge Buarque Lira, pastor Presbiteriano, maçom, sobre o patrono da maçonaria: “o
santo que a Maçonaria adotou como patrono… é São João Esmoler, filho do rei de Chipre…
digno… por suas virtudes…”. Também, conhecido por São João de Jerusalém.
Todas as cerimônias são iniciadas no nome de um “santo” qualquer. Ferindo o mandamento
de Ex. 20.3, ‘Não terás outros deuses diante de mim’.
Princípio Bíblico: toda adoração e confissão a qualquer deus além do Deus triúno é idolatria.
(1Jo 5.20-21; 1Co 6.9-10).
A Enciclopédia Maçônica diz: “O germe e núcleo de toda a maçonaria está em ser funda nos
três graus primitivos” (Pg. 753).
Aqui cito o livro: “O Que É A Maçonaria” de Curtis Masil. É um livro que tenho em minha
biblioteca pessoal, cujas citações são diretamente dele.
Nos três primeiros graus, nos quais a Enciclopédia Maçônica esta fundada a própria
Maçonaria, tendo neles o seu germe e núcleo, exclui totalmente a pessoa de Cristo.
O Ritual de iniciação na Maçonaria: Entra-se para uma dessas lojas mediante um rito de
iniciação, loja essa que possui, no mínimo, sete membros: o venerável mestre, dois vigilantes,
o orador, o secretário, o companheiro e o aprendiz.
O noviço, para torna-se aprendiz, tem de submeter-se a certas provas e meditações, além de
responder a certas perguntas e redigir um testamento. Depois, de olhos vendados, é admitido
no templo; presta juramento, recebe o avental e um par de luvas.
Um ano depois, pode aspirar a ser eleito companheiro, depois o de mestre, assim em diante”.
(livro: ‘O Que É A Maçonaria’ Pg. 21).
Toda reunião da Maçonaria começa e termina com oração, só que nenhuma oração pode ser
feita em nome de Jesus Cristo, e até as leituras bíblicas são feitas sem mencionar o nome de
Cristo, para não melindrar membros de outras religiões não cristãs.
O nome de Cristo é tirado não só dos três primeiros degraus, como só é permitido a Cristãos se
reunirem para falar de Cristo em lugar reservado, no mesmo pé de igualdade com os budistas,
maometanos, espíritas, e isto após ter passado pelos 3 primeiros degraus. Isto vai de encontro
a preeminência devida só a Cristo (Cl.1.18).

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